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Política

Debate ao Senado em São Paulo expõe rachas entre candidatos de direita

Candidatos trocaram acusações sobre apoio ao PT, segurança pública, STF e origem estadual; Marina Silva e Derrite lideram pesquisa com 14%.

Debate ao Senado em São Paulo expõe rachas entre candidatos de direita
Foto: TV Band/Reprodução

O debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado na noite desta quarta-feira (9), foi marcado por ataques entre nomes ligados à direita e por uma aproximação entre candidatas apoiadas por Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi promovido pela Band.

Ricardo Salles (Novo) questionou a atuação política de André do Prado (PL), candidato apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e afirmou que ele tentava se apresentar como bolsonarista. Prado respondeu que sempre foi contrário ao PT e associou Salles a Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente do governo Lula.

Participaram do debate sete dos candidatos que disputam as duas vagas de senador por São Paulo: Salles, Prado, Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede), Soninha Francine (Cidadania) e Geraldo Rufino (Podemos).

Tebet e Marina trocaram elogios durante uma pergunta sobre a escala 6x1. Tebet disse que as duas votariam pelo fim do modelo sem redução de salário. Em outro momento, Derrite e Salles atuaram em conjunto ao criticar Marina e Tebet por supostamente esconderem imagens de Lula e Fernando Haddad (PT) em suas campanhas.

A segurança pública também foi tema central. Derrite e Salles criticaram a esquerda e falaram sobre o crescimento do crime organizado. Derrite afirmou que Lula esteve no mesmo palanque que uma mulher posteriormente presa e apontada como ligada ao tráfico durante uma visita à Favela do Moinho, na região central de São Paulo.

Tebet criticou a gestão da segurança pública durante o período em que Derrite foi secretário e citou a expansão do crime organizado do PCC e do CV. Ela também mencionou a denúncia contra um ex-comandante da Polícia Militar indicado por um ex-secretário da área. Derrite respondeu que defendia a continuidade das investigações e disse que não havia indícios contra o ex-subcomandante no momento da nomeação.

A crise no Supremo Tribunal Federal foi discutida no segundo bloco. Prado defendeu a eleição de senadores dispostos a votar o impeachment de ministros do STF em caso de crimes de responsabilidade. Marina afirmou que confia na realização de uma reforma do Judiciário. Soninha citou mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes e o contrato do Banco Master com o escritório da esposa do ministro.

Prado e Derrite também questionaram Marina e Tebet por não serem paulistas. Os dois disseram não ver contradição com o fato de Tarcísio ter nascido em outro estado, porque o governador teria escolhido iniciar sua carreira política em São Paulo.

Pesquisa eleitoral

Pesquisa Quaest divulgada na terça (8) mostrou Marina e Derrite com 14% das intenções de voto cada. Tebet apareceu com 12%, em empate técnico com os dois. Prado registrou 7%, Salles teve 3%, e Rufino e Soninha marcaram 1% cada.

Maíra de Souza (UP), Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) também tiveram 1% cada. Brancos e nulos somaram 19%, enquanto 26% dos entrevistados se declararam indecisos. Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 88% não souberam citar um candidato.

Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado e pelo Distrito Federal, em uma renovação de 54 das 81 cadeiras do Senado. A pesquisa foi registrada no TSE sob o código SP-00959/2026.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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