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Economia

PL recebe R$ 2,3 milhões de empresários após vantagem de Flávio no 1º turno

Doações ao partido incluem R$ 600 mil de empresário de combustíveis e R$ 500 mil de cada um de dois executivos da Perfin.

PL recebe R$ 2,3 milhões de empresários após vantagem de Flávio no 1º turno
Foto: Adriano Vizoni e Eduardo Knapp/Folhapress

O Partido Liberal recebeu R$ 2,3 milhões em doações de empresários dos setores de finanças, combustíveis e mineração depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno com 2 milhões de votos a mais que Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT.

Desde o último dia 4, o Partido dos Trabalhadores declarou R$ 85 mil em contribuições de representantes do setor sucroalcooleiro. O valor equivale a 3,7% do total recebido pelo PL no período.

As contribuições foram feitas aos partidos, e não diretamente às campanhas. Os valores destinados às agremiações são registrados em sistema separado da prestação de contas dos candidatos.

Entre os doadores do PL estão Ralph Gustavo Rosemberg Whitaker Carneiro e Bruno Baptistella, da gestora de investimentos Perfin, com R$ 500 mil cada. Arnoldo Hammerschmidt, dono da rede paranaense de postos de combustíveis Potencial, doou R$ 600 mil.

Luiz Henrique Andrade de Araujo e Pedro Henrique de Oliveira, diretores do Banco Mercantil, contribuíram com R$ 100 mil cada. Em nota, o banco afirmou que os valores foram entregues pelos sócios em caráter pessoal. “A doação não envolveu recursos da companhia e não representa posicionamento ou apoio institucional a qualquer candidato, partido político ou campanha eleitoral.”

A Perfin e o Grupo Potencial não comentaram as movimentações de seus acionistas. Valeria Fernandez Borges Dias, da Flapa Mineração, e Renato Moraes Salvador Silva, da Tramix, doaram R$ 200 mil cada. Não foram localizados porta-vozes das empresas.

Doações ao PT e registros do primeiro turno

O PT recebeu contribuições de José Sergio Ferrari Junior, João Luiz Quagliato Neto, Roque Quagliato, Mario Tittoto e Carlos Ubiratan Garms, ligados à agroindústria. Garms também doou ao PL e preside o conselho deliberativo da Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia). A entidade disse que a contribuição não representa o grupo.

Rubens Ometto, que comanda a Raízen, doou R$ 800 mil ao PL no primeiro turno. A maior contribuição para o partido nessa etapa foi de Frederico Gerdau Johannpeter: R$ 2,5 milhões em 4 de setembro, além de R$ 750 mil de familiares.

Angela Cristina Cattozatto Fortunato fez a maior doação direta à campanha de Flávio, de R$ 1 milhão. Luiz da Rocha Salles Filho também contribuiu com R$ 1 milhão. A OAS e a OCQ afirmaram que as doações foram feitas por motivos pessoais.

No PT, a maior doação individual foi de R$ 500 mil, feita em 21 de agosto por Sergio Augusto Guerra de Resende. Jose Salim Mattar Junior doou R$ 250 mil ao PL. O PT também recebeu R$ 344 mil de Jose Seripieri Filho e R$ 100 mil de cada um dos irmãos João Moreira Salles e Walther Moreira Salles Junior.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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