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Justiça Federal veta uso de marcas semelhantes às da OAB por associação conservadora

Decisão determina que a OACB deixe de usar nome, sigla, logotipo ou outros elementos que possam ser confundidos com os da OAB.

Justiça Federal veta uso de marcas semelhantes às da OAB por associação conservadora
Foto: Reprodução

A Justiça Federal proibiu a Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB) de usar nome, sigla, logotipo ou qualquer marca semelhante aos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A decisão considera que a identidade adotada pela associação poderia levar pessoas a confundir as duas entidades.

Criada em 2019, em João Pessoa, a OACB afirma em seu estatuto que busca preservar valores da família tradicional, a cristandade, o uso de armas para defesa pessoal e da propriedade e o patriotismo. O documento também registra oposição ao comunismo, ao leninismo e a qualquer doutrinação ideológica político-partidária e de gênero.

A sentença é do juiz federal Alaôr Piacini, da 17ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. Para o magistrado, a associação reproduziu elementos do nome e dos símbolos da OAB em nível capaz de gerar confusão ou induzir ao erro pessoas com menor conhecimento jurídico e institucional. A semelhança, segundo ele, prejudica a identidade da entidade responsável pela representação da advocacia brasileira.

A OAB afirmou à Justiça que a associação exercia irregularmente a advocacia e era usada para captar clientes para advogados vinculados a ela. Durante o governo Jair Bolsonaro, a entidade também teria prometido processar pessoas que divulgassem conteúdos ofensivos ao então presidente, a familiares dele e a integrantes do governo.

O presidente da associação, Geraldo Barral, classificou as acusações como falaciosas e tendenciosas. Na defesa, a OACB negou o exercício irregular da advocacia e disse ter atuado somente em causas relacionadas aos interesses e direitos de seus integrantes. Também sustentou que não havia confusão institucional causada pelo nome ou pelas marcas.

A associação informou que havia decidido adotar o nome Advogados Conservadores do Brasil para evitar controvérsias. O juiz, porém, considerou insuficiente apenas alterar o nome, porque a entidade continuava usando uma identidade visual semelhante à da OAB.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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