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Fachin determina envio ao STF de menções a ministros no caso Master

Presidente do Supremo disse que PF deve encaminhar referências com contexto e sem interpretação, enquanto investigações aguardam manifestação da PGR.

Fachin determina envio ao STF de menções a ministros no caso Master
Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal encaminhe à Corte todas as menções a ministros encontradas nas investigações do caso Banco Master. O material deve ser enviado com o contexto e em caráter estritamente descritivo, sem exceções.

A orientação foi dada nesta terça-feira (13), durante reunião com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Fachin também afirmou que a abertura de investigação contra um ministro do Supremo depende de autorização do plenário, observadas as regras constitucionais, legais e regimentais.

Investigações e segurança dos ministros

O encontro tratou ainda das apurações relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco Master. A Presidência do STF informou que aguarda uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir os próximos encaminhamentos e avaliar pedidos que ainda estão pendentes.

Fachin pediu celeridade à PF na análise das diligências em andamento e na conclusão do inquérito das fake news. A polícia informou que vai avaliar as medidas ainda pendentes no caso.

Também foram discutidas ameaças contra ministros e medidas de segurança institucional. De acordo com a nota do STF, o presidente defendeu uma atuação preventiva e coordenada dos órgãos responsáveis pela proteção dos magistrados e pelo funcionamento das instituições.

Menções a ministros no caso Master

As referências a integrantes do STF no caso começaram em abril de 2025, com a contratação, pelo Banco Master, do escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes para representar a instituição em algumas ações. Posteriormente, foi informado que o contrato tinha valor de cerca de R$ 130 milhões. A PF também apontou que Moraes foi interlocutor de ao menos 52 mensagens de Daniel Vorcaro, inclusive no dia da prisão do banqueiro.

O ministro Dias Tóffoli deixou a relatoria do caso e declarou-se suspeito para analisar questões da investigação na Segunda Turma do Supremo após surgirem informações sobre negócios envolvendo fundos do Banco Master e uma sociedade ligada a um resort de sua família no Paraná.

Também foram mencionados Nunes Marques, o filho do ministro e o filho de Luiz Fux, além de André Mendonça, Gilmar Mendes e familiares. As informações envolveram contratações, encontros, pedidos de ajuda em processo e possíveis relações com instituições. Todos os ministros e familiares negam irregularidades ou envolvimento com Daniel Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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