O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reúne nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para definir como devem avançar as investigações relacionadas a menções a ministros da corte no caso Master.
O encontro foi solicitado pelo chefe da PF. A expectativa inicial era que Rodrigues entregasse um relatório sobre as citações, mas a sinalização mais recente é de que ele pretende discutir diretamente com Fachin os próximos passos da apuração.
As referências a integrantes do STF foram localizadas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em 2 de outubro, Fachin informou, por ofício, que trataria do tema com o diretor da PF nesta terça-feira.
Na mesma data, o ministro afirmou que comunicações encaminhadas ao Supremo sobre o assunto, desde que apresentadas integralmente e sem exceção de pessoa, receberão os encaminhamentos cabíveis. Fachin declarou que existe interesse institucional em que todo fato relevante seja rigorosamente apurado.
A PF buscava orientação sobre o destino dos achados: investigar possíveis relações de magistrados com Vorcaro, elaborar relatórios detalhados sobre as mensagens ou não dar prosseguimento ao material.
Fachin também afirmou que a audiência havia sido solicitada pela PF na manhã de quinta-feira (1º) e foi prontamente atendida. Segundo ele, a reunião não ocorreu antes por dificuldades mútuas de agenda.
O presidente do STF defendeu que a apuração respeite as normas constitucionais e processuais, mantendo a autonomia das instituições responsáveis pela investigação e pela persecução penal, além das atribuições do Supremo. “Todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, sem qualquer exceção de fato ou de pessoa”, disse.
Uma das mensagens indica que Vorcaro mantinha contato com uma pessoa apontada como sendo o ministro Alexandre de Moraes. O conteúdo veio a público depois que o ministro André Mendonça solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um relatório da PF enviado ao STF.


