O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) mostrou que os economistas elevaram, pela primeira vez em mais de dois meses, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A estimativa passou de 1,92% para 1,93%, alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior.
A projeção não subia desde 29 de junho, quando avançou de 1,98% para 1,99%. Depois disso, permaneceu em 1,99% por seis semanas e começou a recuar até chegar a 1,92% na semana passada. Para 2028, a previsão caiu de 1,98% para 1,96%.
A revisão ocorreu uma semana depois de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre. O resultado representou uma desaceleração em relação à expansão de 1,1% registrada no primeiro trimestre.
Inflação e juros
Os analistas também reduziram, pela segunda semana consecutiva, a expectativa para a inflação em 2026. A projeção passou de 5,01% para 5%. Ainda assim, o índice permanece acima do teto da meta do Banco Central, definida em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo.
A previsão para a taxa de juros foi mantida em 13,75%. Os economistas esperam um novo corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 15 e 16 de setembro. A taxa Selic está atualmente em 14%.
O crescimento de 0,5% do PIB no segundo trimestre veio acompanhado de queda de 0,4% no consumo das famílias, indicador que mede os gastos com bens e serviços para uso próprio. Esse foi o menor desempenho desde os três últimos meses de 2024, quando o consumo recuou 0,6%.



