São Paulo, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Freixo aparece em investigações sobre Master, combustíveis e filme sobre Bolsonaro

Empresário é alvo da Operação Carbono Oculto e assinou acordo de delação premiada com a PGR em setembro deste ano.

Freixo aparece em investigações sobre Master, combustíveis e filme sobre Bolsonaro

O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, é um dos alvos da terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Ele também aparece nas investigações sobre as fraudes financeiras no Banco Master e sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Freixo é dono da Entre Investimentos, empresa que, segundo a Polícia Federal, teria funcionado como braço operacional de Daniel Vorcaro. A companhia teria feito remessas financeiras e obtido dinheiro em espécie para o banqueiro. Parte dos valores teria sido enviada ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, administrado pelo advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A suspeita é que os recursos seriam usados para financiar o filme e que uma parcela poderia ter sido destinada a Eduardo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os recursos enviados ao exterior pelo Grupo Entre podem ter origem em atividades de lavagem de dinheiro. “Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso”, disse.

Relação com o caso Master

Freixo assinou em setembro deste ano um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Ele foi o segundo empresário a fechar delação sobre o Master na PGR e foi alvo de busca e apreensão em janeiro deste ano, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero. Na mesma etapa, foram alvos João Carlos Mansur, da Reag, e o investidor Nelson Tanure.

Em 27 de março, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay Instituição de Pagamento S.A. e de outras empresas do Grupo Entre, cujo CEO é Freixo Júnior.

A Comissão de Valores Mobiliários também analisa operações envolvendo Freixo, a Entre Investimentos e empresas ligadas a Vorcaro com cotas do fundo imobiliário Brazil Realty. A área técnica da autarquia apontou indícios de superavaliação de ativos e geração artificial de liquidez para beneficiar partes relacionadas. Os envolvidos negam irregularidades.

Trajetória profissional

Freixo começou a carreira aos 14 anos, como office-boy do Banco Nacional em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais. Depois, cursou administração de empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado e trabalhou no Banco Garantia e no Credit Suisse. Ele afirma ter mais de 30 anos de experiência no mercado de capitais.

Em 2022, criou a Entrepay, voltada à infraestrutura de meios de pagamento para empresas. Em 2024, a companhia movimentou R$ 12,8 bilhões em transações, alta de mais de 60% em relação ao ano anterior. A Receita Federal calcula o capital social da empresa em R$ 581 milhões.

O empresário também participou de um leilão de recuperação judicial dos ativos digitais da Editora Três, por R$ 15 milhões, e passou a controlar os portais IstoÉ e IstoÉ Dinheiro. Seu perfil profissional menciona ainda negócios como Leads Securitizadora, Pmovil, Wealth Money e Linked Gourmet.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.