O IPCA, índice oficial de inflação do país, subiu 0,82% em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). Em agosto, o indicador havia recuado 0,32%, a maior queda mensal desde agosto de 2022.
Todos os grupos pesquisados tiveram alta. Habitação avançou 2,31% e foi o grupo que mais pressionou o índice, com contribuição de 0,35 ponto percentual. Transportes subiram 0,89%, e Alimentação e bebidas, 0,83%.
Alimentos em alta e em queda
Depois de três meses de recuos, os alimentos e as bebidas voltaram a encarecer. Os produtos consumidos em casa tiveram alta de 0,96%, influenciados por tomate (37,76%), batata-inglesa (24,07%), cebola (10,14%), arroz (4,56%) e carnes (0,63%).
Os maiores aumentos foram registrados por limão (46,42%), abobrinha (29,82%), melão (9,9%), couve-flor (9,58%), goiaba (7,85%), maracujá (7,14%), pepino (6,99%), brócolis (5,18%), filé-mignon (4,95%), carne de carneiro (4,29%), lagarto redondo (3,25%), cupim (3,17%), mandioca (aipim) (3,13%), alimento infantil (3,08%), peixe-anchova (2,85%) e alcatra (2,63%).
Na direção oposta, o pimentão teve queda de 10,95%, seguido por manga (-9,62%), peixe-dourada (-9,06%), melancia (-8,11%), mamão (-6,59%), cenoura (-6,41%), repolho (-6,06%), morango (-6,04%), açaí (emulsão) (-4,23%), feijão-carioca (rajado) (-4,12%), banana-prata (-3,88%), peixe-filhote (-3,46%), banana-d’água (-2,97%), salsicha (-2,63%), abacaxi (-2,62%), peixe-sardinha (-2,55%), salame (-2,50%), peixe-serra (-2,43%), peixe-corvina (-2,29%) e peixe-tainha (-2,13%).
Comer fora também ficou mais caro. A alta passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. As refeições aceleraram de 0,18% para 0,49%, enquanto os lanches passaram de 0,62% para 0,47%.



