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Light encerra recuperação judicial após cumprir obrigações previstas no plano

Distribuidora concluiu processo iniciado em maio de 2023 após reestruturar dívidas de R$ 11 bilhões e captar R$ 1,35 bilhão.

Light encerra recuperação judicial após cumprir obrigações previstas no plano
Foto: Folhapress

A Light encerrou a recuperação judicial iniciada em maio de 2023, informou a distribuidora de energia elétrica nesta quarta-feira (9). A decisão foi tomada pela 3ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, após a empresa cumprir as obrigações vencidas durante os dois anos de supervisão judicial.

A recuperação foi homologada em junho de 2024, e o período de supervisão terminou em junho de 2026. O plano buscou reorganizar débitos de R$ 11 bilhões e recebeu o apoio de mais de 99% dos credores, entre bancos e debenturistas.

Medidas previstas

A sentença cita o procedimento para que os credores escolhessem as modalidades de pagamento e o pagamento à vista de mais de 27 mil deles. Também foram emitidos e entregues os novos instrumentos de dívida previstos no plano.

Entre as medidas concluídas estão ainda a reestruturação das notas emitidas no exterior e o aumento de capital associado à renovação da concessão da Light.

Em julho deste ano, a distribuidora aprovou uma capitalização de R$ 1,35 bilhão mediante a emissão de novas ações. O pedido para encerrar a recuperação judicial foi protocolado no mesmo documento que comunicou a entrada dos recursos.

A Light está entre as principais concessionárias de energia do estado do Rio de Janeiro. Antes do anúncio do encerramento, as ações da companhia fecharam em alta de 1,11%, a R$ 3,64.

Quando pediu a recuperação, em 2023, a empresa tinha entre os fatores que agravavam seu endividamento a atuação do crime organizado. Uma parcela relevante da área atendida no Rio de Janeiro ficava em regiões sob domínio do narcotráfico e sob controle armado de milícias.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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