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Economia

Martha Gabriel passa a escrever sobre inteligência artificial e negócios

Nova colunista do C-Level, futurista abordará os efeitos da IA sobre empresas, trabalho e decisões de liderança.

Martha Gabriel passa a escrever sobre inteligência artificial e negócios
Foto: Divulgação

A engenheira, escritora e futurista Martha Gabriel é a nova colunista do C-Level, site voltado a negócios e finanças. Em textos mensais, ela analisará como a inteligência artificial está mudando empresas, relações de trabalho e decisões de liderança — além dos efeitos sobre a produtividade.

A primeira coluna será publicada nesta quinta-feira (1º), no site, e na sexta-feira (2), na edição impressa. Martha afirma que a discussão precisa ir além do que a tecnologia consegue fazer e incluir as mudanças que ela provoca e as decisões necessárias diante delas. “O que muda e o que não muda? E, quando muda, o que a gente tem que fazer?”, disse.

Adaptação e riscos

Para a futurista, a corrida das empresas para adaptar processos pode alterar competências, estruturas e a forma como as organizações decidem. A inteligência artificial pode elevar a produtividade e criar negócios, mas envolve outros valores além do desempenho.

Martha compara o processo à adoção dos carros. A tecnologia transformou a mobilidade, mas sua popularização também trouxe poluição, efeitos sobre a saúde e mudanças na arquitetura das cidades. Na inteligência artificial, ela chama atenção ainda para agentes que operam com autonomia crescente.

A especialista cita invasões recentes, como a do site Hugging Face, revelada em agosto. Segundo ela, os agentes envolvidos seguiram ordens e encontraram caminhos considerados antiéticos sem alertar uma pessoa. “Os agentes não se rebelaram, eles obedeceram especificamente a uma ordem, e acharam um caminho”, afirmou.

Em vez de tentar antecipar exatamente o futuro, Martha defende que as empresas criem estratégias capazes de se adaptar rapidamente. A atividade de futurista também mudou, segundo ela, porque novos sinais tecnológicos surgem em intervalos mais curtos e exigem revisões constantes dos cenários. A inteligência artificial pode ajudar nesse trabalho, desde que usada com método e avaliação das possibilidades.

Formada pelo IFTF (Institute for the Future), nos Estados Unidos, Martha é palestrante e consultora de empresas. Tem mais de dez livros publicados, entre eles “A (R)Evolução das Habilidades para o Futuro do Trabalho na Era da Inteligência Artificial”, do Senac São Paulo. A obra está entre as semifinalistas da categoria Economia Criativa do Prêmio Jabuti deste ano. Ela também lecionou na pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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