Pabllo Vittar lançou o álbum Lost in Lust, seu primeiro disco inteiramente cantado em inglês e espanhol. O projeto chegou às plataformas nesta quinta-feira e foi concebido com foco no mercado internacional, sem abandonar referências da música brasileira.
A faixa Friends With… transforma em música a amizade da artista com Madonna. Vittar afirma que estudou a trajetória da cantora americana para definir a sonoridade do trabalho, baseada em música eletrônica de tom industrial e voltada às pistas de dança. As duas se aproximaram durante um show de Madonna no Rio de Janeiro, há dois anos.
“Me inspirei na ousadia dela para fazer algo novo”, disse Vittar.
O disco marca uma mudança em relação ao som radiofônico de refrões marcantes associado aos trabalhos anteriores da artista. Em vez das misturas de forró e tecnobrega, o álbum investe em batidas agressivas e elementos experimentais.
A música Rockstar começa com características de funk e graves intensos antes de se transformar em uma rave eletrônica acompanhada por gritos. A faixa tem participação de Villano Antillano, pessoa não binária de Porto Rico. Para a produção do álbum, Vittar contratou apenas profissionais LGBTQIA+.
A cantora relaciona a importância da pista de dança à vivência queer, especialmente em um período que descreve como de retrocesso. Para ela, os clubes são espaços de encontro entre pessoas com experiências semelhantes.
Apesar da orientação internacional, Lost in Lust inclui sons de tecnomelody em Bad Good. O gênero foi criado em Belém, no Pará.
Na avaliação de Vittar, o álbum é incomum para o Brasil, e ela diz estar satisfeita caso o trabalho alcance apenas uma parcela do público. A artista afirma que se sente mais livre e confortável para criar, mesmo quando uma música não ultrapassa sua base de ouvintes.
O título do disco remete à expressão em inglês “lost in lust”, associada a estar perdido na luxúria e a um desejo sexual intenso. A capa traduz essa ideia ao combinar um figurino de penas e tule, pele à mostra e uma pose de sedução.



