A Petrobras confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. A identificação foi feita a partir da análise de rochas e de amostras de fluidos coletadas durante a perfuração.
O poço está a cerca de 175 quilômetros da costa de Oiapoque (AP), em uma área onde o mar chega a aproximadamente 2,9 quilômetros de profundidade. A empresa ainda precisa concluir estudos para calcular o volume de petróleo existente e verificar se a exploração comercial é viável.
Em comunicado, a Petrobras afirmou que a descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da região e contribui para a avaliação dos sistemas petrolíferos e dos recursos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
As amostras serão analisadas em laboratório, e os resultados serão comparados com os demais dados obtidos no poço. A perfuração também precisa ser concluída antes da estimativa sobre o tamanho da possível reserva.
Licenciamento e próximos passos
A Petrobras solicitou ao Ibama autorização para perfurar novos poços na Margem Equatorial. No bloco FZA-M-59, o plano prevê um poço principal e três contingentes. A licença concedida em outubro de 2025 permite a perfuração do Morpho; os demais poços ainda dependem da análise do órgão ambiental.
A companhia já havia anunciado, em agosto, a identificação de indícios de hidrocarbonetos no Morpho. As análises feitas até então confirmaram que o petróleo encontrado é de boa qualidade.
A empresa declarou que a exploração do bloco faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar suas reservas de petróleo e gás e contribuir para o atendimento da demanda de energia do país. A produção do pré-sal, uma das principais fontes de petróleo da Petrobras, deve atingir o pico entre 2034 e 2035 e começar a recuar depois disso, conforme a informação apresentada pela companhia.
A exploração da área é alvo de debate ambiental. Cientistas, organizações não governamentais e entidades ambientalistas apontam possíveis impactos sobre recifes e manguezais, além de riscos para a pesca artesanal e comunidades tradicionais. Também há discussão sobre a relação entre novos investimentos em petróleo e a transição para fontes de energia com menor emissão de carbono.



