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Petróleo sobe com ataques no Estreito de Ormuz e influencia mercados

Brent avança 2,51%, enquanto investidores acompanham juros nos Estados Unidos e a corrida presidencial brasileira.

Petróleo sobe com ataques no Estreito de Ormuz e influencia mercados
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados nesta quinta-feira, após três petroleiros serem atingidos por projéteis enquanto navegavam pelo Estreito de Ormuz. O episódio reacendeu as preocupações sobre o conflito na região e impulsionou as cotações do petróleo.

Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 2,51%, para US$ 100,49. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 1,81%, cotado a US$ 92,06.

O ataque ocorreu dois dias depois de Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmar que nenhum país da região conseguiria exportar petróleo se o Irã continuasse impedido de vender sua commodity. As embarcações foram atingidas por projéteis de origem desconhecida, conforme informações do serviço de inteligência marítima Marisks.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse nesta quinta-feira que o país não evitará o diálogo com os Estados Unidos. “Nunca nos esquivamos das negociações, e nunca o faremos”, afirmou, segundo a agência semioficial Tasnim.

O Irã informou ter recebido uma resposta dos Estados Unidos à sua proposta mais recente para restabelecer o cessar-fogo no Golfo Pérsico. O plano previa a retomada de um acordo provisório, a suspensão do bloqueio aos portos iranianos por Washington e a reabertura do Estreito de Ormuz em sete dias pelo Irã.

O tráfego marítimo na passagem aumentou nas últimas semanas, com transportadoras cobrando taxas mais altas diante do risco de ataques. Ainda assim, os fluxos de petróleo bruto, produtos refinados e gás natural continuam substancialmente interrompidos.

Juros e cenário político

Além do petróleo, investidores acompanham as perspectivas para os juros nos Estados Unidos. O PCE, indicador de inflação baseado nos gastos dos consumidores americanos e principal medida usada pelo Federal Reserve na condução da política monetária, registrou alta de 3,4% em agosto, na comparação anual. O resultado ficou abaixo da previsão de 3,7%.

Na comparação mensal, o avanço foi de 0,3%, ante estimativa de 0,4%. O dado reduziu as preocupações com uma possível alta dos juros americanos já em outubro. As decisões do Federal Reserve afetam o Brasil porque podem aumentar a pressão para que a Selic permaneça elevada por mais tempo e também influenciam o câmbio.

No cenário político brasileiro, o Datafolha deve divulgar, no início da noite desta quinta-feira, uma nova pesquisa sobre a corrida presidencial. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e será divulgado antes do debate previsto para a noite.

Na Ásia, o índice Nikkei, do Japão, subiu 3,3%, aos 68.956,72 pontos, no maior nível desde 17 de agosto. O Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,95%. Os índices Hang Seng, de Hong Kong, SSEC, de Xangai, e CSI 300 permaneceram fechados.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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