O Pix por aproximação deixará de ter o limite diário de R$ 500 para transações a partir desta quinta-feira (1º). Com a mudança, cada usuário poderá solicitar aumento ou redução desse valor diretamente pelos canais da instituição financeira onde mantém a conta.
A alteração foi anunciada pelo Banco Central em junho. Breno Lobo, chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, afirmou que a possibilidade de ajuste busca adequar o recurso às necessidades dos usuários, mantendo os mecanismos de segurança da modalidade.
Lançado em 2025, o Pix por aproximação permite pagar ao encostar um celular ou relógio digital na maquininha. O funcionamento é semelhante ao dos cartões de crédito e débito por aproximação.
Onde o recurso está disponível
A solução depende da tecnologia NFC e funciona por meio de carteiras digitais que aderiram ao sistema. Atualmente, está disponível em dispositivos Android, incluindo carteiras como Google Pay e Samsung Wallet.
Os iPhones não oferecem a funcionalidade porque a Apple ainda não permite que aplicativos de carteira digital atuem como Iniciadores de Transação de Pagamento (ITPs), requisito para o funcionamento do Pix por aproximação.
Como ativar e pagar
Para habilitar o recurso, o usuário precisa vincular a conta bancária à carteira digital, em um processo semelhante ao cadastro de cartões de pagamento. Durante essa etapa, a pessoa é direcionada à instituição financeira em que tem conta para confirmar a autorização. A vinculação é feita uma única vez.
Depois disso, o pagamento exige selecionar o Pix, aproximar o celular, conferir os dados da transação e confirmar a operação. A modalidade dispensa a leitura de códigos QR e o preenchimento manual das informações de pagamento.



