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Senadores dos EUA contestam acordo de Trump para importar diesel russo

Sete senadores, incluindo quatro republicanos, dizem que a compra viola a proibição americana de importar energia da Rússia.

Senadores dos EUA contestam acordo de Trump para importar diesel russo
Foto: Reuters

Sete senadores dos Estados Unidos pediram que Donald Trump abandone o acordo para comprar milhões de toneladas de diesel da Rússia. O grupo reúne quatro republicanos e três democratas, que classificaram a medida como ilegal e afirmaram que ela pode financiar o governo de Vladimir Putin.

O pedido foi divulgado no domingo, em um comunicado liderado por Jeanne Shaheen, principal democrata da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Para os parlamentares, a decisão contraria a lei aprovada pelo Congresso em 2022, que proibiu as importações de energia russas.

"O Congresso proibiu explicitamente as importações de energia da Rússia em 2022 para impedir que dólares americanos financiassem a guerra brutal de Putin contra a Ucrânia", disseram os senadores. Eles também afirmaram que os Estados Unidos não deveriam importar petróleo russo enquanto Moscou não encerrasse a agressão contra a Ucrânia e as ameaças aos aliados da Otan.

Além de Shaheen, assinaram o comunicado os democratas Richard Blumenthal e Ron Wyden e os republicanos Susan Collins, John Curtis, Lisa Murkowski e Thom Tillis. Os senadores disseram que Trump não consultou o Congresso antes de anunciar a decisão.

Trump divulgou o acordo com Putin na sexta-feira (9), depois de descrever a conversa com o presidente russo como uma "discussão altamente bem-sucedida". O presidente americano disse que a iniciativa reduziria os preços dos combustíveis para consumidores dos Estados Unidos, com destaque para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros.

Analistas do setor questionaram se a importação de diesel russo teria impacto relevante para os consumidores americanos. Os preços do combustível alcançaram níveis recordes nos meses seguintes ao início da guerra de Trump contra o Irã, que restringiu as exportações de petróleo da maior região produtora do mundo.

O acordo também recebeu críticas de Brian Kilmeade, apresentador do programa Fox & Friends, da Fox News. No domingo, ele afirmou que trabalhar com a Rússia seria o maior erro do governo Trump e comparou Putin ao "Hitler moderno de nossa geração".

O senador republicano John Cornyn, do Texas, compartilhou as declarações de Kilmeade no X, antigo Twitter, e escreveu: "Bravo". Cornyn perdeu as primárias neste ano depois que Trump apoiou seu adversário.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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