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VIX Brasil atinge recorde de 31,84 pontos antes das eleições

Índice que mede a volatilidade esperada do Ibovespa superou pela primeira vez 31 pontos desde sua criação.

VIX Brasil atinge recorde de 31,84 pontos antes das eleições
Foto: Reuters

O VIX Brasil, indicador que projeta a volatilidade do Ibovespa para os próximos 30 dias, fechou em 31,84 pontos na segunda-feira (28). Foi a primeira vez que o índice ultrapassou 31 pontos desde sua criação, em 19 de março de 2024.

Chamado de S&P/B3 Ibovespa VIX, o indicador é calculado com base na negociação de contratos de opções do Ibovespa e usa tecnologia semelhante à do VIX, que acompanha a volatilidade esperada do S&P 500, nos Estados Unidos. Quanto maior a pontuação, maior é a oscilação esperada nos preços dos ativos e a percepção de risco entre os investidores.

A elevação ocorre com a proximidade das eleições presidenciais e uma disputa acirrada, segundo pesquisas recentes, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-senador Flávio Bolsonaro (PL). O cenário também inclui a guerra no Irã e a alta do petróleo, fatores que aumentaram os temores de inflação e de juros elevados por mais tempo.

Mesmo com o aumento da volatilidade projetada, o Ibovespa acumula alta de mais de 6% em setembro. O movimento é associado à entrada de recursos estrangeiros em ativos domésticos e à valorização de empresas ligadas a commodities.

Parte do mercado avalia que uma eventual alternância de poder poderia melhorar a percepção sobre as contas públicas. Na avaliação descrita por analistas, maior controle da dívida reduziria o prêmio de risco exigido pelos investidores e aliviaria a pressão sobre os juros. Taxas menores podem diminuir o custo de financiamento das empresas e tornar as ações mais atrativas em relação à renda fixa.

Ainda assim, investidores devem exigir um plano considerado crível para as contas públicas, independentemente do resultado eleitoral. Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, o mercado passou a considerar mais provável que um eventual governo de oposição faça um ajuste fiscal, e reage positivamente quando Flávio Bolsonaro ganha força nas pesquisas.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirmou que haverá cobrança mesmo sem a necessidade de resolver todos os problemas de uma vez. Segundo ele, a frustração de expectativas pode elevar ainda mais a volatilidade.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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