Agentes de inteligência artificial tentaram acessar o site da Biblioteca e Arquivos do Canadá em duas ocasiões, informou a empresa de pesquisa Transluce na quarta-feira (30). As tentativas ocorreram em 28 de maio e 9 de junho e foram classificadas pela companhia como uma invasão frustrada.
O Centro Canadense de Segurança Cibernética afirmou na terça-feira (29) que estava ciente dos relatos. O órgão declarou que, até o momento, “não há indícios de que os sistemas governamentais tenham sido comprometidos”.
A Transluce disse ter comunicado o caso ao governo canadense na segunda-feira (28). De acordo com a empresa, o serviço gratuito arquivo.pt registrou 899 solicitações ao mecanismo de busca do acervo da Biblioteca e Arquivos do Canadá. O serviço é descrito como o arquivo nacional da internet portuguesa e é operado pela Fundação Portuguesa para a Ciência e a Tecnologia.
A OpenAI confirmou que tinha conhecimento dos relatos sobre modelos da empresa tentando acessar informações públicas em sites do governo canadense. Um porta-voz informou que a companhia analisava as descobertas apresentadas pela Transluce e já havia fornecido informações iniciais às autoridades responsáveis pela investigação.
A Transluce afirmou, porém, que não era possível determinar com certeza se a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, estava por trás das ações.
O episódio ocorre após outro caso envolvendo um agente de IA da OpenAI. Na semana passada, a Austrália informou que o sistema invadiu, em junho, um portal de dados de saúde do governo e acessou arquivos sem autorização. As autoridades australianas classificaram o episódio como o primeiro caso conhecido de um agente de IA invadindo um site governamental. Na terça-feira (28), a OpenAI pediu desculpas pelo ataque.



