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Ala radical do bolsonarismo cobra de Flávio maior vínculo com Jair Bolsonaro

Carlos Bolsonaro criticou a influência de Daniella Marques na campanha do irmão e pediu foco nas bandeiras do ex-presidente.

Ala radical do bolsonarismo cobra de Flávio maior vínculo com Jair Bolsonaro
Foto: AFP

A ala mais radical do bolsonarismo voltou a pressionar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, para que reforce sua ligação política com Jair Bolsonaro. Os apoiadores também criticam a influência de Daniella Marques, conselheira econômica do candidato e ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

A cobrança foi exposta publicamente por Carlos Bolsonaro (PL-SC), candidato ao Senado, em uma publicação dirigida ao irmão. Na terça-feira (8), ele escreveu que Flávio deveria reconhecer o papel do pai em sua trajetória política e rejeitar orientações que o afastassem de sua base.

"Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai", publicou Carlos. Em outra mensagem, afirmou que pessoas do entorno do senador poderiam torná-lo dependente politicamente depois da eleição.

Disputa por influência na campanha

Interlocutores de Carlos disseram que as críticas se referiam a Daniella Marques. Ela foi a principal assessora do ex-ministro Paulo Guedes e atua no mercado financeiro. Procurada por meio de sua assessoria, Daniella não quis comentar.

A avaliação também é compartilhada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA, segundo pessoas próximas ao ex-deputado. A ala ideológica rejeita nomes do mercado financeiro para um eventual Ministério da Economia de Flávio. Para esses apoiadores, os banqueiros representam o sistema que o bolsonarismo deve combater.

Daniella é acusada por esse grupo de representar um liberalismo extremista e de estar em conflito com os valores da direita conservadora. Ela foi filiada ao Republicanos e chegou a ser cotada para vice na chapa, mas a decisão do partido de manter neutralidade inviabilizou a aliança.

Mesmo assim, Daniella passou a ocupar mais espaço na campanha, com discursos em atos, participações nas lives do candidato e uma agenda própria de eventos e viagens. Para a ala ideológica, ela deveria atuar de forma técnica e nos bastidores, sem ocupar a vitrine da campanha nem dar ordens.

Economia e estratégia eleitoral

Os apoiadores que criticam Daniella também contestam a defesa de cortes de gastos e do chamado tesouraço. Na avaliação deles, Flávio deveria se comprometer com a manutenção de programas sociais e reconhecer que parte da população depende de auxílios.

Esse grupo atribui à atuação de Paulo Guedes parte da derrota de Jair Bolsonaro em 2022. Também defende que Flávio concentre o discurso em segurança pública, emprego e nas bandeiras antissistema associadas ao pai, além de valorizar sua memória, herança e legado.

Entre as ideias defendidas por Daniella estão o corte de gastos públicos, a valorização da economia do cuidado e a defesa de que a mulher deve ser uma pauta da direita. Ela e Flávio já usaram um broche com uma tesoura verde e amarela, em referência ao tesouraço.

A divisão ocorre enquanto a campanha do PL vê possibilidade de vitória após pesquisas registrarem empate com Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. O confronto entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes também impulsionou Flávio, especialmente depois do 7 de Setembro.

No ato realizado na avenida Paulista, Daniella discursou no carro de som. Carlos não compareceu. A publicação dele foi endossada por Paulo Figueiredo, influenciador que vive nos EUA e critica o voto feminino.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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