O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições 2026, em disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O escritor afirmou que o apoio não representa um cheque em branco e que pretende cobrar o cumprimento dos compromissos assumidos pelo senador.
Cury, que é de Ribeirão Preto (SP) e foi o terceiro mais votado no primeiro turno, disse ter tomado a decisão depois de uma conversa por telefone com Flávio. Segundo o escritor, o senador ouviu suas propostas, aceitou as ideias apresentadas e assinou uma carta pública de compromissos.
“Eu e todo o povo brasileiro iremos cobrar”, afirmou Cury em publicação nas redes sociais.
Flávio Bolsonaro recebeu mais de 56 milhões de votos e terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53,8 milhões de votos e alcançou 45,15%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Cury teve mais de três milhões de votos na primeira etapa e havia criticado candidatos do PL e do PT durante a campanha. Inicialmente, afirmou que não apoiaria nenhum dos concorrentes no segundo turno. Na quarta-feira (7), porém, disse que se pronunciaria em breve. Na quinta-feira (8), confirmou o apoio após a conversa com Flávio.
Compromissos apresentados por Cury
A carta assinada por Flávio reúne propostas para o fim da reeleição presidencial, com alternância de poder e renovação democrática; mudanças na saúde, incluindo ampliação da telemedicina e do acesso à medicina moderna; e proteção integral às mulheres, com uso de tecnologia e enfrentamento da violência.
O documento também prevê a transformação da educação, com valorização dos professores e melhores salários; financiamento de até dez milhões de microempresas; fortalecimento do cooperativismo; e valorização da agricultura, com a meta de dobrar a produção sustentável de alimentos em dez anos.
Outro compromisso é a pacificação nacional, com um governo para todos os brasileiros, independentemente de suas convicções políticas, além do combate à corrupção. Cury afirmou que não pediu cargos ou influência e que exigiu apenas o compromisso com um Brasil melhor.
O escritor também declarou que não apoia Lula por discordar de seu projeto de governo e por ser contra a reeleição. “Não é pessoal, é por causa do projeto”, disse.



