A decisão do ministro André Mendonça de afastar integrantes da cúpula da Polícia Federal provocou manifestações de candidatos à Presidência da República que fazem oposição a Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema se pronunciaram. Lula tenta a reeleição.
Mendonça justificou a medida com base no que classificou como “monitoramento ilícito” de ministros do Supremo Tribunal Federal pela PF. Na decisão, o ministro mencionou seis relatórios de inteligência produzidos entre 3 e 31 de agosto de 2026.
Flávio Bolsonaro, do PL, afirmou nas redes sociais que o “grupo especial de Lula na Polícia Federal [foi] destacado oficialmente”. O senador também fez críticas ao chefe da PF e defendeu que a instituição volte a atuar com autonomia para investigar criminosos, e não adversários políticos do presidente.
Augusto Cury, do Avante, apoiou o afastamento. Em nota enviada pela campanha, disse que Mendonça age como se espera de um juiz e defendeu uma atuação isenta do Supremo. O candidato afirmou que o caso indicaria o uso político da polícia e classificou a produção de relatórios sobre juiz, advogado público e decisão judicial como aparelhamento.
Cury também propôs mandato fixo para o diretor da PF, com escolha a partir de lista tríplice. Ao comentar os governos de Jair Bolsonaro e Lula, criticou o uso da instituição por administrações anteriores.
Renan Santos, do Missão, declarou em entrevista à TV Jovem Pan que Mendonça “fez bem”. Em nota, criticou apoiadores de Flávio Bolsonaro e Lula que estariam comemorando a decisão, alegando que os dois candidatos teriam envolvimento com o caso Master. Santos também mencionou Daniel Vorcaro e o ex-chefe da PF, Andrei Rodrigues.
Ronaldo Caiado, do PSD, elogiou a decisão e afirmou que as instituições devem atuar com imparcialidade e respeito à Constituição. O candidato também defendeu uma postura firme no STF e nas demais instituições do país.
Romeu Zema, do Novo, comemorou o afastamento e lembrou que o pedido havia sido apresentado pelo partido. Em uma publicação, afirmou: “Chega de intocáveis”. Os demais candidatos ainda não se manifestaram sobre o assunto.



