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Distrito Federal terá bancada feminina no Senado a partir de 2027

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis se juntarão a Damares Alves, que tem mandato até 2031.

Distrito Federal terá bancada feminina no Senado a partir de 2027
Foto: Instagram/Reprodução

O Distrito Federal será a primeira unidade da Federação a ter representação exclusivamente feminina no Senado a partir de 2027. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas e tomarão posse em fevereiro. Elas se juntarão a Damares Alves, do Republicanos, eleita em 2022 e com mandato até 2031.

A presença das candidatas fez parte da estratégia eleitoral de Bia Kicis, Michelle Bolsonaro e Celina Leão, aliada das duas. Celina havia manifestado o desejo de eleger duas mulheres para o Senado, sem excluir outros nomes competitivos na disputa.

Leila do Vôlei, do PDT, recebeu 21,25% dos votos e terminou em 3º lugar. Erika Kokay, do PT, teve 18,91% e ficou em 4º. As duas disputaram as vagas destinadas ao Distrito Federal.

Representação feminina e posições políticas

A composição da bancada representa a ampliação da presença de mulheres na política, mas as futuras senadoras também se destacaram por críticas ao feminismo e, em alguns casos, por posições contrárias a propostas voltadas às mulheres.

Em 2023, Bia Kicis foi uma das 10 deputadas federais que votaram contra o projeto de lei sobre igualdade salarial entre homens e mulheres. Na ocasião, ela afirmou que a igualdade já estava prevista na CLT e se posicionou contra a imposição de multa pesada a empregadores.

Michelle Bolsonaro, que não tinha mandato eletivo, comandou o PL Mulher por três anos com o objetivo de ampliar a participação feminina no partido. Em discursos para filiadas, defendeu uma política “feminina, não feminista”, afirmou ser uma mulher “ajudadora do esposo” e apoiou a ideia de uma “submissão saudável”. Também criticou feministas e parlamentares de esquerda.

A cientista política Biroli avaliou que o resultado eleitoral está mais relacionado à projeção de candidaturas de direita e extrema-direita do que ao avanço da pauta de representatividade. Para ela, as eleitas apresentam imagens de mulheres fortalecidas, mas não defendem necessariamente direitos individuais das mulheres nem o fortalecimento de políticas públicas voltadas a elas.

Biroli também ressaltou que a participação feminina e as bandeiras defendidas pelas candidatas são aspectos diferentes. Segundo ela, os efeitos da eleição de mais mulheres variam porque o grupo reúne pessoas com visões e interesses distintos, inclusive opostos.

Posicionamento de Bia Kicis

Bia Kicis afirmou que suas críticas ao feminismo se dirigem a ideias com as quais não concorda. “Defender os direitos das mulheres não exige adesão a uma corrente ideológica”, disse. Ela declarou compromisso com segurança, saúde e oportunidades para as mulheres, respeitando opiniões, valores e prioridades diferentes.

Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei e Erika Kokay não responderam aos pedidos de manifestação sobre o resultado da eleição para o Senado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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