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The Economist questiona atuação do STF após condenação de Bolsonaro

Revista britânica afirma que ministros antes vistos como defensores da democracia passaram a representar uma ameaça diante de novos escândalos.

The Economist questiona atuação do STF após condenação de Bolsonaro
Foto: Reuters

A revista britânica The Economist afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vistos como defensores da democracia após a condenação de Jair Bolsonaro passaram a ameaçá-la. A avaliação foi publicada na quinta-feira (10), em um artigo que relaciona a mudança a um escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master.

O texto lembra que o STF condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão em setembro de 2025 por uma tentativa de golpe de Estado. A revista também menciona ameaças feitas por Donald Trump e afirma que a decisão foi comemorada pela maioria dos brasileiros, que teria visto nela a preservação da democracia.

Segundo a publicação, Alexandre de Moraes tomou decisões questionáveis na condução da ação penal e usou o inquérito das fake news para censurar contas de apoiadores de Bolsonaro em redes sociais. O sigilo da investigação, de acordo com a revista, impede saber quantos perfis foram suspensos e quais eram eles.

A Economist também acusa Moraes de concentrar as funções de vítima, promotor e juiz. O ministro teria usado o inquérito para proteger a si próprio e a colegas, além de perseguir fiscais da Receita Federal e fontes jornalísticas. Para a revista, ele voltou a ser alvo de escrutínio diante do caso envolvendo Daniel Vorcaro.

Relação com o Banco Master

A publicação descreve Vorcaro como responsável por usar o Banco Master em um esquema Ponzi associado a tráfico de influência. O modelo, comparado ao caso de Charles Ponzi, consistia em pagar investidores com recursos de novos aportes, e não com os rendimentos das aplicações. O rombo atribuído a Ponzi é de US$ 50 bilhões.

O artigo cita uma relação entre Vorcaro e Moraes, incluindo um contrato com o escritório da esposa do ministro e mensagens trocadas antes da prisão do ex-banqueiro. As informações vieram a público em 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal.

A revista afirma que eventual nulidade das provas poderia beneficiar Moraes e Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL. Também diz que áudios divulgaram pedidos de quantias milionárias feitos por Flávio ao ex-banqueiro.

A publicação conclui que a confiança dos brasileiros no STF está se desintegrando. Fundada em 1843, a The Economist já havia criticado, em abril do ano passado, o poder acumulado por Moraes na corte.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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