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Política

Críticas a Moraes não impedem apoio a Mendonça em investigações do Master

Parlamentares que questionaram a atuação de Alexandre de Moraes apoiam decisões de André Mendonça, alvo de críticas de governistas.

Críticas a Moraes não impedem apoio a Mendonça em investigações do Master
Foto: Folhapress

A atuação de André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é defendida por parlamentares ligados ao bolsonarismo, embora o ministro seja criticado por governistas que apontam falta de imparcialidade no caso.

A controvérsia envolve decisões de Mendonça sobre o sigilo de processos. Deputados afirmam que ele tornou públicas investigações relacionadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) e a Alexandre de Moraes, mas manteve em segredo procedimentos que envolvem Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Na quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino suspendeu o afastamento de Andrei Rodrigues da diretoria-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da área de inteligência da corporação. As medidas haviam sido determinadas por Mendonça. Douglas Garcia (PSL-SP) e Gil Diniz (PL-SP) haviam elogiado a decisão do colega de Supremo Tribunal Federal.

"SOMOS TODOS MENDONÇA!!", escreveu Diniz em uma rede social. Garcia, por sua vez, afirmou que o afastamento representava um dia favorável à democracia e questionou quem teria ordenado a produção de um dossiê.

Os dois deputados foram investigados no inquérito das fake news e, anteriormente, criticaram a escolha de Moraes para relatar investigações sobre ataques contra ministros do STF. O argumento era que Moraes aparecia simultaneamente como alvo e julgador dos processos.

Questionamentos sobre os relatores

A atuação de Moraes na relatoria dos inquéritos das fake news e da trama golpista foi questionada por Jair Bolsonaro e seus apoiadores. As defesas do ex-presidente e de outros 191 réus pediram que ele fosse retirado dos julgamentos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 2022 e aos atos de 8 de janeiro de 2023. O STF rejeitou os pedidos.

Em 2025, Mendonça foi o único ministro a votar pelo afastamento de Moraes e Dino da investigação da trama golpista. Ele alegou que Moraes havia perdido a imparcialidade porque era citado como alvo de ações militares clandestinas que pretendiam prendê-lo ou matá-lo. Também apontou falta de isonomia no caso de Dino, que havia processado Bolsonaro em 2021.

A maioria do plenário manteve Moraes, Dino e Cristiano Zanin no julgamento. Luís Roberto Barroso afirmou que o pedido contra Moraes não demonstrava de modo claro e objetivo a parcialidade do ministro.

Na decisão de quarta-feira (9), Dino questionou se uma parte poderia julgar a si mesma e antecipar avaliações sobre relatórios da Polícia Federal que a mencionavam. O ministro fundamentou a medida em um relatório interno usado por Moraes para pedir investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos Master e do INSS.

Na quarta-feira (2), deputados federais do PT, PCdoB, PSOL e Rede pediram a Edson Fachin, presidente do STF, a troca de Mendonça na relatoria e o fim do sigilo de três investigações sobre o caso Dark Horse. O grupo afirmou que o ministro não teria condições de conduzir o caso com imparcialidade.

No campo governista, parlamentares que apoiaram a relatoria de Moraes nos processos criticados por bolsonaristas não se opuseram à atuação dele. Gleisi Hoffmann (PT-PR), então presidente do partido, disse que Moraes havia atuado para coibir crimes eleitorais, preservar a lisura da eleição de 2022 e defender a legalidade e a democracia.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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