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Fachin diz que Judiciário responderá aos desafios sem abandonar a legalidade

Presidente do STF afirmou que a Justiça brasileira cumprirá a Constituição em meio à disputa entre ministros da corte.

Fachin diz que Judiciário responderá aos desafios sem abandonar a legalidade
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (8) que o Judiciário brasileiro tem condições de responder aos desafios atuais e não deixará de cumprir a legalidade constitucional. O ministro fez a declaração no encerramento de um evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instituição que também preside.

“Os dias de hoje reclamam diálogo permanente, que tenhamos uma resposta à altura dos desafios”, disse Fachin. Ele não mencionou diretamente a disputa entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que envolve a condução de investigações e medidas tomadas dentro da corte.

Disputa no Supremo

Na quinta (3), Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestassem informações sobre um relatório da PF. O documento trata de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro que apontam Moraes como interlocutor.

Fachin avalia retirar Mendonça da relatoria e assumir as investigações dos casos Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O presidente do STF também reuniu auxiliares para discutir a disputa e definir como conduzir a crise na corte.

Mais cedo nesta terça, Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão foi encaminhada à Segunda Turma do STF. Gilmar Mendes pediu vista, enquanto Luiz Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam os votos e formaram maioria a favor do afastamento de Andrei.

Na decisão, Mendonça classificou como surreal e inimaginável o material produzido pela PF que serviu de base para o pedido de Moraes. O ministro também ironizou o conteúdo ao usar aspas para se referir a ele como documento.

Na sexta (4), Fachin defendeu o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 e sob relatoria de Moraes, além da aprovação de um código de ética para o tribunal. No Palácio do Planalto, declarou que “não haverá precipitação, mas tampouco omissão” na busca por uma solução.

O conflito inclui acusações entre os ministros. Moraes respondeu a Mendonça e pediu a abertura de investigação contra o colega por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fachin afirmou que a resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa e citou três prioridades de sua gestão: um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

Fachin conversou com Luiz Inácio Lula da Silva antes da cerimônia de sexta e indicou a intenção de encaminhar as acusações ao plenário do STF. Também demonstrou insatisfação com os meios usados pelos dois ministros para levar adiante suas medidas.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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