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Política

Flávio abre vantagem em Minas, enquanto Lula enfrenta abstenção e perdas nas grandes cidades

Candidato do PL liderou nos maiores colégios eleitorais mineiros, mas Lula venceu em mais municípios no primeiro turno.

Flávio abre vantagem em Minas, enquanto Lula enfrenta abstenção e perdas nas grandes cidades
Foto: Danilo Verpa/Folhapress e Ricardo Stuckert/PR

Flávio Bolsonaro abriu vantagem de 4,91 pontos sobre Lula em Minas Gerais no primeiro turno e liderou nos principais colégios eleitorais do estado. A diferença representa cerca de 588 mil votos a mais para o candidato do PL, aproximadamente um quarto dos 2,2 milhões que separaram os presidenciáveis no país.

No segundo turno de 2022, Lula havia vencido Jair Bolsonaro no estado por apenas 49.650 votos. Agora, o resultado em Minas impõe à campanha petista o desafio de recuperar apoio nas grandes cidades, reduzir a abstenção e conquistar eleitores que ainda não escolheram um candidato.

Grandes cidades concentram disputa

Embora Lula tenha vencido em 452 municípios, contra 401 liderados por Flávio, o senador venceu na capital, Belo Horizonte, e na maioria das cidades da região metropolitana. Também ficou à frente em nove dos dez maiores colégios eleitorais mineiros.

A vantagem incluiu Uberlândia, no Triângulo Mineiro; Ribeirão das Neves, na Grande BH; e Montes Claros, um dos poucos municípios do norte de Minas onde Lula ficou atrás. Entre as dez cidades mais populosas, o petista venceu somente em Juiz de Fora, na Zona da Mata.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país. Durante a campanha iniciada em agosto, Lula e Flávio visitaram o estado pelo menos quatro vezes. Para Lucas Gelape, professor do departamento de ciência política da UFMG, o estado se aproxima da dinâmica nacional por reunir cidades com perfis diversos.

Flávio também conseguiu mudar o resultado de 2022 em 178 cidades. Lula não registrou inversões nos municípios que haviam dado vitória a Jair Bolsonaro naquele pleito.

Abstenção é outro obstáculo

Mais de 3,7 milhões de pessoas não votaram em Minas Gerais. A abstenção chegou a 22,81%, acima da média nacional. Das dez cidades com os maiores índices, oito ficam no estado, e as três primeiras estão no Alto Vale do Jequitinhonha, região historicamente petista.

Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, afirmou que a campanha de Lula deve enfrentar dificuldade para mobilizar esse eleitorado. Segundo ele, parte dos eleitores das grandes cidades está frustrada com o poder de compra e busca perspectivas de mudança.

A presidente do PT em Minas Gerais, deputada estadual Leninha, disse que a campanha pretende regionalizar e descentralizar a mobilização. O foco será alcançar quem não votou em nenhum dos dois candidatos no primeiro turno e quem deixou de comparecer às urnas. A equipe também prepara estratégias para ampliar a presença nas redes sociais.

Do lado do PL, o presidente estadual Zé Vitor afirmou que o partido tentará mobilizar eleitores ausentes e atrair os que haviam escolhido Zema, Caiado e Cury. A legenda também espera maior participação de Cleitinho e conta com ações organizadas por Nikolas Ferreira.

Flávio recebeu apoio de Ronaldo Caiado, da Federação União Brasil/PP, do Novo e do Republicanos, partido do governador Cleitinho, eleito no primeiro turno. Para o professor Lucas Gelape, a campanha do candidato do PL deve manter a estratégia e buscar os votos dos candidatos eliminados na primeira etapa.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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