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Venezuela recebe equipamentos de perfuração após 15 anos sem novas unidades

Duas plataformas e 11 equipamentos chegaram ao país em meio à retomada da produção e a uma meta de 1,5 milhão de barris por dia em 2027.

Venezuela recebe equipamentos de perfuração após 15 anos sem novas unidades
Foto: Reuters

A Venezuela recebeu duas plataformas de perfuração e 11 equipamentos destinados à recuperação de poços de petróleo. A chegada, informada na terça-feira (13) pela Nabep, ocorre após 15 anos sem a entrada de equipamentos desse tipo no país.

Os materiais chegaram na semana passada, segundo a empresa responsável pela operação de um acordo que prevê a cessão de 20% das reservas venezuelanas de petróleo aos Estados Unidos. No fim de agosto, o governo da Venezuela havia concedido à Nabep licenças de até 100 anos para atuar em 17 campos com potencial de produção de 65 bilhões de barris.

Produção e estrutura

A Nabep mantém uma associação com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que possui 35% das ações e poder de veto no conselho de administração, conforme informações divulgadas pela Casa Branca.

Em junho, havia apenas duas sondas de perfuração em atividade na Venezuela, de acordo com a Baker Hughes. Duas décadas antes, o país tinha mais de uma centena. A indústria foi afetada por falta de investimentos, corrupção e sanções americanas.

A produção vem se recuperando desde a queda de Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos, em janeiro. Em setembro, alcançou cerca de 1,2 milhão de barris por dia, abaixo dos 3 milhões de barris diários registrados no fim do século passado. A estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela) estabeleceu como objetivo chegar a 1,5 milhão de barris por dia em 2027.

O presidente-executivo da Nabep, Alejandro Betancourt, afirmou que a chegada das plataformas contribui para as metas de produção e para a recuperação da economia venezuelana. Betancourt, de 46 anos, foi associado a supostos negócios obscuros durante os governos de Hugo Chávez, entre 1999-2013, e Nicolás Maduro, entre 2013-2026.

O empresário é alvo de um processo na Espanha por lavagem de dinheiro e fraude fiscal. Também responde a um processo por lavagem de dinheiro na Suíça e foi investigado por desvio de recursos na Venezuela. Em outro comunicado, disse que o governo dos Estados Unidos é o melhor parceiro para o desafio do setor.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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