SÃO PAULO — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, apoiou nesta terça-feira (8) a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Rodrigues foi indicado por Luiz Inácio Lula da Silva.
Em uma rede social, Flávio afirmou que o grupo ligado a Lula na Polícia Federal havia sido desmascarado e defendeu que a corporação volte a atuar com autonomia. O senador também associou o presidente à crise no STF e acusou a PF de investigar adversários políticos.
Ao comentar a decisão, Flávio disse que Mendonça teria sido monitorado de forma ilegal pela Polícia Federal. Também destacou a proximidade entre Rodrigues e Lula, adversário do senador na disputa presidencial. Em outra publicação, chamou o diretor-geral da PF de “indicado” de Lula e o acusou de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF.
A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Rodrigues, mas o julgamento foi suspenso depois de um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Mendonça é relator do caso Master.
Reação de aliados
A crise no STF começou há uma semana, quando Mendonça tornou públicas conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Em uma das mensagens, o banqueiro perguntou se deveria deixar o país às vésperas de ser preso, em 2025. Não foi informada a resposta de Moraes.
No ato de 7 de Setembro em São Paulo, Flávio disse que pretendia acabar com o consórcio entre Lula e Moraes. Na ocasião, afirmou: “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”. Também acusou Lula de usar a PF, a Procuradoria-Geral da República e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, indicados ao STF, para perseguir Jair Bolsonaro e aliados.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio, disse que a decisão de Mendonça deveria ser celebrada e defendeu uma investigação ampla sobre o possível monitoramento de autoridades e adversários pela estrutura da PF.
Carlos Bolsonaro (PL-SC) questionou quem teria dado a ordem e quem mais teria sido monitorado. O senador Carlos Viana (PSD-MG) cobrou a prisão preventiva de Rodrigues e repetiu as perguntas sobre quem mandou, executou e recebeu informações.



