BRASÍLIA — O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e seu vice, Alfredo Gaspar (PL), se reuniram nesta quinta-feira (8) com o arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa. O encontro foi divulgado pela Arquidiocese de Brasília como uma visita institucional e não constava da agenda pública de campanha.
Imagens publicadas pela arquidiocese mostram o candidato recebendo de Paulo Cezar Costa uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A instituição afirmou que a conversa ocorreu em clima de cordialidade e diálogo e envolveu questões de interesse da Igreja e da sociedade brasileira.
Entre os assuntos mencionados pela arquidiocese estão liberdade religiosa e de consciência, respeito à laicidade do Estado, proteção da vida humana e da família, justiça social, combate à pobreza e às desigualdades. Também foi citada a colaboração entre o poder público e instituições religiosas em iniciativas voltadas ao bem comum.
Nossa Senhora na campanha
A imagem de Nossa Senhora Aparecida esteve no centro de uma controvérsia eleitoral ao longo do primeiro turno. Publicações em redes sociais atribuíam a Flávio Bolsonaro e a políticos de direita a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
Não há atualmente no Congresso projeto com esse objetivo nem mobilização organizada de evangélicos para retirar o título. A discussão chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de provocar um embate entre Flávio Bolsonaro e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Em uma agenda de campanha realizada em 27 de setembro, Flávio afirmou que o PT havia criado uma “fake news” sobre Nossa Senhora Aparecida “com ajuda de gente de dentro” da CNBB, sem apresentar provas da participação de integrantes da entidade.
A CNBB negou ter produzido, autorizado ou participado da elaboração e divulgação de informações falsas relacionadas às eleições. A entidade declarou que “mentira não se combate com outra mentira”. Depois, Flávio elogiou a nota da conferência e chamou a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de “a maior fake news dessa campanha”.



