A opinião de amigos próximos, de perfis acompanhados nas redes sociais e de líderes religiosos ganhou influência na escolha do voto para presidente às vésperas do primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (2). Em relação a julho, a parcela de eleitores que considera muito ou pouco a opinião desses grupos aumentou 7 pontos percentuais em cada caso.
Entre os amigos próximos, o índice subiu de 36% para 43%. Nas redes sociais, passou de 32% para 39%. Entre líderes da igreja, avançou de 23% para 30%. Mesmo com as altas, a maioria dos entrevistados afirmou que a opinião dos seis grupos avaliados não terá nenhuma influência na escolha.
Imprensa e família
A influência de jornalistas e profissionais da imprensa oscilou de 38% em julho para 42%, variação de 4 pontos, dentro do limite da margem de erro. A parcela que atribui muita influência é de 21%, enquanto outros 21% falam em alguma influência. Para 54%, a opinião de jornalistas não mudará o voto, ante 58% na rodada anterior.
Entre eleitores que vivem em relacionamento estável, 41% consideram a opinião do companheiro ou da companheira, contra 38% em julho. A parcela que aponta muita influência passou de 20% para 24%, enquanto a que indica pouca influência variou de 18% para 17%. Outros 58% dizem que a opinião do parceiro ou da parceira não pesará na decisão, ante 60% anteriormente.
Entre eleitores com filhos de 16 anos ou mais, 37% afirmam considerar a opinião deles, praticamente o mesmo índice de julho, 36%. Para 22%, os filhos têm muita influência; para 15%, pouca. Outros 61% dizem que o que os filhos pensam não interfere na escolha, contra 62% na rodada anterior.
Religião e diferenças por gênero
Os líderes religiosos continuam como o grupo de menor peso. São 16% os eleitores que apontam muita influência e 14% os que indicam pouca. Em julho, os índices eram 13% e 10%, respectivamente. A parcela que considera nulo esse efeito caiu de 67% para 61%. Outros 7% afirmam não ter líderes religiosos ou não frequentar igreja.
Entre católicos, 31% dizem que líderes religiosos têm muita ou alguma influência no voto. Entre evangélicos, o índice é de 39%.
Os homens relatam maior influência de pessoas próximas do que as mulheres. A opinião de amigos pesa para 48% deles, contra 39% entre elas. No caso do cônjuge, a diferença é de 10 pontos: 46% dos homens consideram essa opinião, ante 36% das mulheres.
Nas redes sociais, os índices são de 42% entre homens e 36% entre mulheres. Para a imprensa, ficam em 45% e 39%. Entre os filhos, são 39% e 35%; no caso dos líderes religiosos, 32% e 29%, resultado classificado como empate técnico.
A pesquisa ouviu 2.506 pessoas em 152 municípios. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para o total da amostra, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-08039/2026. Na segmentação por gênero, a margem de erro é de 3 pontos percentuais.



