A abstenção no primeiro turno das eleições deste ano chegou a 21,08%, o maior nível registrado. Mais de 33 milhões de pessoas não foram às urnas no último dia 4, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma pesquisa Datafolha identificou os motivos alegados por eleitores que não compareceram.
Viagem ou ausência da cidade foi a resposta de 19% dos entrevistados. Problemas de saúde ou doença apareceram em 18% das respostas. Desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou falta de candidato foi mencionado por 13%.
Outros 9% disseram que estavam trabalhando, e 7% afirmaram não ter documentos. A distância até o local de votação foi citada por 6%, enquanto 5% mencionaram outros compromissos. Fila ou local de votação cheio e idade tiveram 4% cada. Outros motivos somaram 17%, e 3% não souberam responder.
A pergunta permitia respostas espontâneas e múltiplas. Isso significa que as alternativas não foram apresentadas previamente e que cada entrevistado poderia indicar mais de uma razão para não votar.
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios do Brasil, por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Para a pergunta sobre a abstenção, a margem é de 10 pontos.
A pesquisa está registrada no sistema do TSE sob o código BR-02949/2026. A abstenção é apontada como uma variável relevante na disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (9), Flávio apareceu com 52% dos votos válidos, e Lula, com 48%.



