O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (8) que pretende reverter a desvantagem indicada pela primeira pesquisa Datafolha do segundo turno por meio da conquista de votos. O levantamento apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Questionado sobre os números, Lula disse que não trabalha com avaliações baseadas em pesquisas e afirmou ter 17 dias para buscar apoio. “O único jeito de você ganhar uma eleição é você ganhando voto”, declarou.
Na primeira etapa da disputa, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual. Os dois candidatos voltarão a disputar a eleição em 25 de outubro.
Em votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 49% e Lula, com 45%. Os indecisos somam 1%, enquanto 5% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Nesse intervalo, os candidatos estão em empate técnico no limite da margem, situação considerada estatisticamente improvável.
Mudanças na campanha
Depois do resultado do primeiro turno, a equipe de Lula realizou reuniões para definir estratégias de mobilização e captação de votos. Também houve alterações no núcleo da campanha, incluindo Camilo Santana (PT-CE), Rui Costa (PT-BA) e o governador reeleito Rafael Fonteles (PT-PI), conforme a composição apresentada.
Lula negou que as mudanças tenham sido uma decisão sua e afirmou: “a mudança na coordenação não é minha, querido. Eu sou candidato.”
O presidente também falou sobre a reunião que teve com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, um dia depois de o Republicanos declarar apoio a Flávio. Segundo Lula, Motta “vai me ajudar a ganhar” a eleição. Apesar da posição do partido, Motta já vinha se manifestando em favor da campanha de Lula.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE para contabilizar o resultado final do pleito.



