O ministro André Mendonça revogou a prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho do homem conhecido como Careca do INSS, investigado pela Polícia Federal por fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi substituída por monitoração eletrônica.
A decisão também impede Romeu de manter contato, direta ou indiretamente e por qualquer meio, com os demais investigados e com as testemunhas da Operação Sem Desconto. Ele estava preso desde dezembro de 2025.
Atuação apontada pela PF
A Polícia Federal afirma que Romeu assumiu uma função estratégica depois do início da operação e diante do desgaste envolvendo seu pai, Antônio. Segundo os investigadores, ele se tornou o principal operador administrativo da organização.
A PF também atribui a Romeu participação em operações de lavagem de dinheiro e na criação de empresas de fachada. Essas companhias seriam usadas para movimentar recursos obtidos com as fraudes e repassar valores a pessoas e entidades ligadas a servidores do INSS.
Entre as condutas citadas pelos investigadores estão a movimentação de dinheiro em espécie retirado de cofres, a realização de reuniões com notários nos EUA, a abertura de empresas para substituir entidades comprometidas e a organização de quadros de funcionários.
A corporação afirmou que Romeu descumpria intencionalmente uma restrição judicial imposta ao pai e funcionava como intermediário nas comunicações entre Antônio e outros investigados.
A renda mensal de Romeu também é citada pela PF. Entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, os ganhos teriam passado de R$ 1,6 mil para R$ 107,6 mil. A polícia calcula que o aumento foi de 63 vezes e coincide com a entrada dele nas sociedades empresariais do pai.



