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TSE cria regras para acelerar julgamentos sobre propaganda no segundo turno

Medidas de Kassio Nunes Marques determinam análise rápida de ações e submissão imediata de liminares ao plenário do tribunal.

TSE cria regras para acelerar julgamentos sobre propaganda no segundo turno
Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou novas regras para acelerar a análise de processos sobre propaganda eleitoral e direito de resposta antes do segundo turno das eleições 2026, marcado para o dia 25.

As normas foram enviadas aos ministros do tribunal em um memorando circular nesta sexta-feira (9). Kassio estabeleceu que o julgamento do mérito de ações sobre direito de resposta deve começar no máximo um dia após os autos chegarem ao gabinete do relator.

O presidente do TSE também autorizou a convocação de sessões extraordinárias para atender ao volume de processos. Os relatores poderão levar os casos diretamente ao plenário, sem que seja necessário aguardar a marcação prévia de uma data.

Outra determinação prevê que todas as decisões sobre pedidos de liminar em propaganda eleitoral e direito de resposta sejam submetidas imediatamente ao plenário, inclusive em sessão virtual.

Distribuição dos processos

Kassio nomeou o ministro substituto Marco Bellizze para integrar a distribuição das ações sobre propaganda eleitoral. Ele atuará ao lado do próprio presidente do TSE, de André Mendonça e da ministra Estela Aranha.

Segundo Kassio, as medidas buscam garantir a duração razoável dos processos, a eficiência administrativa e prioridade na atuação judicial durante o segundo turno.

As mudanças ocorrem após questionamentos sobre possíveis atrasos na análise colegiada de decisões individuais e críticas à concentração de funções em Kassio e Mendonça. Gilmar Mendes havia afirmado a Kassio que ele estava “se investindo no papel de imperador” ao designar a si próprio e a Mendonça como juízes da propaganda.

O presidente do partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), pediu que os dois ministros deixem a função. Ele argumenta que o acúmulo de cargos provocou demora na análise de casos urgentes e ultrapassou prazos.

Em sessão do TSE em 1º de outubro, Kassio rejeitou as alegações e disse que o tribunal vinha respondendo rapidamente às representações. O ministro Flávio Dino afirmou depois que havia mais de uma centena de decisões individuais sem análise colegiada, quadro que, segundo ele, parecia estar sendo superado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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