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Bibliotecas mantêm leitores próximos dos livros físicos na era digital

Leitores de Itu e Sorocaba contam como bibliotecas públicas e comunitárias preservam o hábito de ler e emprestar livros.

Bibliotecas mantêm leitores próximos dos livros físicos na era digital
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Mesmo com a expansão das ferramentas digitais, leitores de diferentes idades continuam frequentando bibliotecas públicas e comunitárias para escolher, emprestar e explorar livros físicos. As experiências relatadas por moradores mostram que esses espaços também funcionam como pontos de acesso à leitura, convivência e atividades culturais.

Bruna Franco, analista de mídias sociais, começou a se interessar por livros na infância, incentivada pelos pais e pela escola. Na adolescência, passou a frequentar a Biblioteca Municipal Professor Olavo Valente de Almeida, em Itu (SP), instalada no Centro Ituano de Letras e Artes (CILA).

Leitora de literatura clássica e de autores coreanos, Bruna afirma que a biblioteca foi importante porque permitiu que ela tivesse acesso a livros que não conseguiria comprar. Atualmente, empresta um exemplar a cada duas semanas e já leu 32 livros neste ano. Entre as obras de que mais gostou está Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus.

Quando o título que procura não está disponível, ela escolhe entre as quase 38 mil opções do acervo, conforme a prefeitura de Itu. Para Bruna, as bibliotecas ajudam a garantir o acesso à leitura, especialmente para quem não pode comprometer parte da renda com a compra de livros.

Escolhas entre as estantes

O jornalista Marcelo Santana também frequenta uma biblioteca municipal, a “Jorge Guilherme Senger”, em Sorocaba (SP). Ele começou a ir ao espaço na adolescência, depois de ter contato com livros na escola e de receber estímulo nas aulas de português.

Santana procura literatura clássica, suspense e romances, mas também escolhe obras por acaso, observando capas e sinopses enquanto circula pelo acervo. O preço dos livros é um dos motivos para preferir o empréstimo, embora ele também considere o espaço necessário para guardar muitos volumes.

Agatha Christie está entre suas autoras preferidas. Quando não sabe qual será sua próxima leitura ou enfrenta uma “ressaca literária”, ele procura obras da escritora na biblioteca municipal.

Isis Nadir Lima Cruz leva a filha Amelie, de 2 anos, à Biblioteca Municipal todas as semanas. A menina tem contato com livros desde que nasceu, tanto em casa quanto no espaço público. A família mantém uma rotina de leitura antes de dormir e deixa os livros ao alcance da criança durante o dia.

Bibliotecas como espaços culturais

Fabiana Campolim, gestora da Biblioteca Municipal de Sorocaba e da Biblioteca Infantil “Renato Sêneca de Sá Fleury”, afirma que estimular a leitura na era digital exige atividades que aproximem os frequentadores do conteúdo dos livros. Oficinas de artesanato, música e outras ações transformam os temas das obras em experiências práticas.

A Biblioteca Municipal de Sorocaba empresta, em média, 1,6 mil livros por mês e tem um acervo de mais de 42 mil títulos. A capacitação dos servidores para atender o público e sugerir leituras também faz parte da estratégia de incentivo.

Na Biblioteca Infantil, as atividades buscam criar vínculo com crianças e adolescentes. Segundo Fabiana, muitos permanecem no local durante a tarde para fazer trabalhos escolares e, ao se tornarem jovens adultos, passam a frequentar a Biblioteca Municipal, que tem perfil mais silencioso e maior concentração de acervo.

Sorocaba também tem uma biblioteca comunitária no Centro Esportivo do bairro Maria Eugênia, mantida pela Associação Beneficente Kairós há mais de 20 anos. O espaço oferece mais de três mil títulos, com foco em obras infantis, além de livros raros e textos de teatro.

A associação mantém uma segunda unidade em um vagão da Estação Ferroviária Paula Souza, onde funciona o Centro de Memória Ferroviária. O local tem livros em braile e uma plataforma de acessibilidade. A gestora Angeles Paredes Toral informou que há planejamento para abrir um terceiro espaço de leitura em 2027.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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