A Meta anunciou nesta segunda-feira (12) dois novos modelos de inteligência artificial: Muse Wonder e Muse Wonder Full. A empresa afirma que as tecnologias são as mais avançadas já desenvolvidas por ela.
A versão Muse Wonder Full, considerada a mais poderosa das duas, foi liberada para assinantes do Muse Code, ferramenta de inteligência artificial voltada à programação.
Assistente com acesso a aplicativos
O Muse foi lançado no início de setembro como um assistente capaz de realizar ações em nome dos usuários. Com autorização, a ferramenta pode acessar contas e informações em serviços de e-mail, agenda, pagamentos, saúde, compras e casa inteligente.
Um usuário que havia permitido ao Muse administrar sua conta no Facebook Marketplace relatou que o sistema aceitou uma oferta por um teclado e marcou a retirada sem consultá-lo. O comprador chegou a aparecer no prédio onde o usuário mora. A Meta informou que procuraria entender o caso.
O lançamento ocorre depois de Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, prometer investimentos de bilhões de dólares e contratar pesquisadores de outras empresas ao longo do último ano. A estratégia busca reduzir a distância da companhia na corrida pela inteligência artificial e ampliar sua competitividade diante de empresas como OpenAI, responsável pelo ChatGPT, e Anthropic, que desenvolve o Claude.
“Há 14 meses, iniciamos uma reformulação dos nossos esforços em inteligência artificial e, desde então, passamos da reconstrução das nossas bases para o avanço dos limites da tecnologia”, afirmou a Meta em seu blog.
O desempenho do Muse também pode permitir que a empresa transforme os investimentos em inteligência artificial em novas receitas por meio de assinaturas. A possibilidade ocorre em meio a preocupações sobre a privacidade dos usuários.
As ações da Meta subiram cerca de 4% nas negociações da tarde desta segunda-feira.



