Bill Gates afirmou que ataques cibernéticos conduzidos com inteligência artificial (IA) representam o principal desafio previsto para o próximo ano. O cofundador da Microsoft disse que esse risco é mais imediato do que a possibilidade de a tecnologia se tornar incontrolável.
Em entrevista à ABC News, Gates afirmou que o problema está no uso da IA por pessoas mal-intencionadas, especialmente quando os mecanismos de proteção dos sistemas são removidos. Para ele, seriam necessárias restrições mais rigorosas para evitar o uso da tecnologia em ações de bioterrorismo e em ataques cibernéticos.
“Durante o próximo ano, especialmente no campo da cibersegurança, teremos muitas surpresas desagradáveis”, declarou.
Gates também avaliou que os sistemas de segurança desenvolvidos pelas empresas de IA ainda não são robustos o bastante para lidar com as ameaças. Em outra declaração, resumiu sua avaliação: “Está claro que não estamos fazendo o suficiente”.
Medidas defendidas
O empresário afirmou que a transformação provocada pela IA precisa ser administrada com medidas como um imposto específico sobre a tecnologia, a criação de uma organização internacional e a manutenção de determinados empregos exclusivamente para seres humanos.
Gates disse ainda que o risco de a IA sair de controle continua distante em relação ao impacto imediato dos ataques digitais. Segundo ele, o efeito mais amplo desse cenário ainda está a anos de distância.
As declarações foram feitas neste domingo (11). Gates também rejeitou a proposta defendida pelo presidente americano Donald Trump de que a autorregulação das empresas do setor seria suficiente para assegurar a segurança mundial. Outros executivos da área destacaram recentemente a necessidade de ampliar a vigilância sobre o uso da IA.



