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Advogada presa no Rio acumula registros por ameaças e falsa identidade

Jéssica Cabral Barradas foi detida durante busca ligada à suspeita de desvios de recursos de uma idosa sob sua curatela.

Advogada presa no Rio acumula registros por ameaças e falsa identidade
Foto: Divulgação

A advogada Jéssica Cabral Barradas, de 35 anos, foi presa em flagrante na sexta-feira (2), na Ilha do Governador, durante uma operação relacionada à suspeita de desvios de recursos de uma idosa de 90 anos que estava sob sua curatela. Registros policiais também associam a advogada a casos de ameaça, injúria, lesão corporal, perseguição, coação no curso do processo e falsa identidade.

A prisão foi realizada por agentes da 37ª DP (Ilha do Governador), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um apartamento no Cacuia. No imóvel, os policiais localizaram a certidão de óbito e o documento de identidade originais da idosa, que morreu em 2019. O filho dela reivindicava os documentos havia anos.

Também foram apreendidos um relógio e talheres banhados a ouro. O herdeiro reconheceu os objetos como pertencentes à mãe. Segundo a Polícia Civil, o celular da investigada estava escondido no ralo do banheiro.

A investigação começou após informações enviadas pelo Ministério Público. A Polícia Civil afirma que os investigadores encontraram transferências feitas da conta da idosa para contas vinculadas à advogada e identificaram movimentações bancárias posteriores à morte da pensionista. O Ministério Público denunciou Jéssica por apropriação e desvio de rendimentos de pessoa idosa, furto qualificado mediante fraude e falsidade ideológica.

Registros de ameaças e agressões

Entre os registros está um caso de dezembro de 2015. Uma mulher disse à polícia que foi atingida por spray de pimenta durante uma discussão. Segundo o relato, também houve ameaças e ofensas.

Em fevereiro de 2020, uma auxiliar relatou que Jéssica teria agredido verbal e fisicamente uma funcionária dentro de uma creche na Ilha do Governador. Ao tentar intervir, a comunicante afirmou ter tido os braços apertados e ficado machucada. O caso foi registrado como lesão corporal e injúria.

Em 2021, um homem relatou cobranças insistentes depois de uma negociação financeira. De acordo com o registro, Jéssica procurou familiares, ameaçou prendê-lo e sugeriu que ele conseguisse dinheiro com agiotas ou em uma “boca de fumo”.

No ano seguinte, uma mulher denunciou mensagens ameaçadoras. A mãe dela era testemunha em um processo judicial, e as intimidações estariam ligadas ao depoimento. O procedimento segue em andamento.

Há ainda um inquérito por coação no curso do processo relacionado a fatos de 2025. Uma profissional de estética afirmou que recebeu mensagens ameaçadoras de diferentes números depois de registrar uma ocorrência contra Jéssica. Segundo a vítima, a advogada disse que iria “acabar com a vida dela”.

Outros episódios registrados

Uma policial militar também registrou ocorrência após uma discussão em um condomínio onde Jéssica era síndica. Conforme o relato, a advogada enviou mensagens ofensivas e afirmou que acionaria um coronel da PM para mandar prender a agente. O oficial negou participação no caso.

Em dezembro de 2024, segundo um registro da 37ª DP, Jéssica teria usado o nome “Dra. Mariah” na delegacia para pedir o cumprimento de uma ordem de prisão civil por dívida de alimentos. Depois da prisão do alvo, o homem afirmou aos policiais que ela era sua ex-companheira e também advogada no caso. O episódio gerou um registro por falsa identidade.

Em novembro de 2025, uma família procurou a polícia após um engavetamento na Estrada do Galeão. A ocorrência afirma que Jéssica teria pegado o celular de uma motorista sem autorização e dito que usaria sua influência para mandar prender a jovem e o pai dela. O caso foi registrado como ameaça e injúria.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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