O equilíbrio resulta da atuação conjunta da visão, do ouvido interno, da propriocepção, da força, da flexibilidade e da coordenação. Com o envelhecimento, esses sistemas podem enfraquecer, mas exercícios variados podem ajudar a preservar e melhorar essa habilidade.
Adam Grosowsky, 67, um dos responsáveis pela criação do slackline no fim da década de 1970, treina atravessando a nado o rio Row, em Eugene, no Oregon, e caminhando sobre uma fita suspensa 4,6 metros acima da água. Para ele, o equilíbrio exige prática contínua. "À medida que envelhecemos, percebemos o quanto dávamos certas coisas por garantidas", diz.
Laurie King, professora de neurologia da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon e codiretora do Laboratório de Distúrbios do Equilíbrio, afirma que não existe uma solução única. Os exercícios devem ser vistos como um ponto de partida, combinados com atividades que estimulem os diferentes sistemas envolvidos.
Força, flexibilidade e estabilidade
O fortalecimento do corpo pode ser o primeiro passo. Angela Fuller, 46, começou a praticar ginástica para adultos cinco anos atrás, depois de ter evitado exercícios por causa de uma lesão nas costas sofrida aos 20 e poucos anos. Hoje, participa de competições de ginástica e dá aulas de zumba e HIIT em Highlands Ranch, no Colorado.
Entre os movimentos recomendados por Fuller estão flexões, agachamentos sem peso, afundos, exercícios de sentar e levantar e pranchas. Ela também destaca o bird dog, feito em quatro apoios, com a extensão simultânea de um braço e da perna oposta. O exercício trabalha a estabilidade do core.
Judi Oyama, 66, prefere levantamentos terra romenos unilaterais e corridas de 1,6 quilômetro com um colete com pesos. A skatista competitiva mais velha do mundo considera o treinamento essencial para preservar o equilíbrio.
Varie os estímulos
Depois de desenvolver força e flexibilidade, é possível incluir movimentos estáticos, como a postura da árvore e a posição tandem, com um pé à frente do outro. Em seguida, podem ser praticados deslocamentos para a frente, para trás e para os lados, com mudanças de ritmo.
Oyama usa uma almofada de espuma sobre a cabeça enquanto se agacha na posição de skate e reproduz movimentos laterais dos braços. A atividade exige que o corpo permaneça alinhado durante o deslocamento.
Grosowsky recomenda praticar habilidades do slackline no chão, caminhando para a frente e para trás sobre uma faixa de fita crepe azul ou uma tábua de cerca de 5 por 10 centímetros. Ficar sobre uma bola Bosu ou uma almofada de espuma também estimula diferentes sistemas. Fechar os olhos aumenta a participação do sistema vestibular, segundo King.
A neurologista recomenda mudar a rotina periodicamente. Atividades que combinam movimento e atenção, como tai chi e esportes com raquete, também podem estimular a relação entre cognição e equilíbrio.
Grosowsky usa ainda o hacky sack, uma pequena bola de tecido jogada com os pés, para trabalhar equilíbrio e coordenação. Fuller sugere começar dançando, com movimentos laterais, e acrescentar aos poucos giros, chutes e saltos. Para ela, a prática ajuda o equilíbrio, a cognição e a mobilidade.



