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Fiscalização apreende 16,3 toneladas de pescado e prende responsável em Fortaleza

Distribuidora foi interditada após vender panga como tilápia, com rótulos adulterados e armazenamento em condições sanitárias inadequadas.

Fiscalização apreende 16,3 toneladas de pescado e prende responsável em Fortaleza
Foto: Divulgação

A Polícia Civil prendeu o responsável por uma distribuidora de pescados em Fortaleza depois que uma fiscalização identificou a venda de peixe panga como tilápia. O homem, de 54 anos, foi levado à Delegacia de Defraudações e Falsificação e autuado por falsificação de produto alimentício, falsificação de sinal público e venda de produto impróprio para consumo.

A ação ocorreu nesta terça-feira (8), no bairro Alto da Balança, e foi realizada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) e pela Polícia Civil. Ao todo, 16,3 toneladas de pescado foram apreendidas, e o estabelecimento foi interditado. A Polícia Civil ainda investiga a origem do panga e não informou qual será a destinação do material recolhido.

Como a troca era feita

O peixe era vendido em filés sem pele e com identificação adulterada. Como não havia marcas externas, a espécie não podia ser reconhecida visualmente como panga. Conforme a Polícia Civil, a substituição ocorria porque o panga tem preço menor, enquanto a tilápia é comercializada por um valor maior.

O panga tem origem asiática e é conhecido pela facilidade de criação e pelo baixo preço. A embalagem usada no produto informava que a falsa tilápia havia sido produzida em Jaguaribara, no interior do Ceará.

O município já foi chamado de “capital da tilápia” por ter sido, durante anos, o maior produtor brasileiro da espécie. A cidade perdeu esse título em 2017.

Condições encontradas

A fiscalização começou após uma denúncia feita pela Adagri à Polícia Civil. Durante a inspeção, os agentes encontraram, além dos rótulos adulterados, pescados armazenados e manipulados em condições sanitárias inadequadas.

A Polícia Civil não divulgou o nome do estabelecimento comercial. O responsável foi encaminhado para os procedimentos legais após a interdição e a apreensão do pescado.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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