São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Polícia apura adulteração de taxímetros em táxis do Galeão

Dispositivo escondido em veículos podia elevar o valor das corridas; investigação também mira abordagem de passageiros por captadores no aeroporto.

Polícia apura adulteração de taxímetros em táxis do Galeão
Foto: Folhapress

Policiais civis realizaram nesta quinta-feira (8) uma operação para investigar a adulteração de taxímetros no aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A suspeita é que um dispositivo eletrônico permitisse aumentar artificialmente o preço das corridas.

A investigação identificou viagens superiores a R$ 900 para a zona sul do Rio, embora os trajetos não ultrapassassem 20 km. O mecanismo pode ter sido instalado em 200 táxis ligados a uma empresa de locação de veículos. O nome do grupo e o do responsável não foram divulgados.

A operação incluiu endereços no Rocha, em Piedade, na zona norte, no centro da cidade e no aeroporto. Taxistas foram ouvidos, e não houve prisão.

Como funcionava o mecanismo

A apuração começou depois que um passageiro desembarcou no Galeão e foi abordado por um homem que disse trabalhar com o serviço de táxi. Durante o percurso, o passageiro percebeu uma elevação repentina no taxímetro e, ao chegar ao destino, verificou que havia pago 50% acima da tarifa regular.

O veículo foi encontrado e passou por perícia. Os exames apontaram a presença de uma pequena placa eletrônica conectada ao taxímetro. Segundo a polícia, o equipamento multiplicava os pulsos enviados ao sensor do carro, acelerando a cobrança.

Instalado atrás de um botão do porta-malas, o dispositivo podia ser acionado discretamente pelo motorista e elevar o preço da corrida em 20% em um único acionamento. Documentos apreendidos indicam que a empresa de locação exigia a instalação do mecanismo em uma oficina indicada pelo próprio grupo.

Também é investigada a possibilidade de que os equipamentos já fossem entregues instalados e configurados, sem conhecimento do motorista que alugava o táxi. Nesse caso, a fraude poderia ocorrer sem acionamento manual em cada corrida.

A operação ainda apura a atuação dos chamados jóqueis, funcionários que abordavam passageiros, principalmente turistas, e recebiam comissões para encaminhá-los a carros sem autorização para operar no aeroporto. A polícia investiga se os captadores eram coordenados por um integrante do tráfico de drogas atuante na comunidade do Barbante, na Ilha do Governador, próxima ao aeroporto.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.