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Sobrevoo aponta focos em floresta preservada no Amazonas, diz ministro

João Paulo Capobianco afirmou que incêndios atingem áreas preservadas e pediu reforço da Polícia Militar no combate às queimadas.

Sobrevoo aponta focos em floresta preservada no Amazonas, diz ministro
Foto: Paulo Roberto/Rede Amazônica

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou neste domingo (11) que a situação dos incêndios florestais no Amazonas é mais grave do que o previsto. Após sobrevoar áreas atingidas, ele relatou a presença de diversos focos dentro de trechos de floresta preservada.

“Mais grave do que eu imaginava depois de fazer o sobrevoo”, disse Capobianco durante entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus (BAMN). Segundo o ministro, o fogo não está restrito às áreas de pastagem que avançaram sobre a floresta. Também foram identificados pontos isolados em regiões preservadas e de difícil acesso.

Para Capobianco, esse padrão indica ação humana intencional com o objetivo de degradar o bioma e preparar áreas para um futuro desmatamento. Ele pediu que o Governo do Estado mobilize a Polícia Militar em conjunto com o Corpo de Bombeiros para combater os incêndios e identificar os responsáveis.

“É fundamental que esses indivíduos que estão agindo criminosamente vejam que serão punidos”, afirmou o ministro.

A decolagem da comitiva federal, prevista para o início da manhã, foi adiada temporariamente por causa da fumaça sobre Manaus. A baixa visibilidade e o teto operacional comprometeram as condições de voo. Depois da melhora no cenário aéreo, a equipe fez um sobrevoo de monitoramento na região de Autazes.

Operação federal e situação do ar

O Governo Federal confirmou o emprego de 11 aeronaves, entre elas aviões Air Tractor, que já lançam água nas áreas afetadas, e duas aeronaves C-390, com início de operação previsto para segunda-feira (12). Capobianco afirmou que as equipes e os equipamentos permanecerão no Amazonas “até apagar os focos de incêndio que estão causando dano à população de Manaus”.

A fumaça encobriu Manaus pelo quarto dia consecutivo. Dados dos sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificaram como “péssima” a qualidade do ar na capital e em outros cinco municípios da Região Metropolitana. Em Careiro, a concentração de partículas chegou a 301,2 µg/m³.

A Defesa Civil emitiu alerta severo, com orientação para o uso de máscaras e a redução da exposição ao ar livre. A Prefeitura de Manaus suspendeu atividades e eventos públicos ao ar livre previstos para este domingo e para segunda-feira (12).

Entre os dias 1º e 8 de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) registrou 82 atendimentos de urgência relacionados a problemas respiratórios provocados pela fumaça.

Reconhecimento de emergência

A Prefeitura de Manaus decretou estado de atenção em 24 de setembro, classificação mantida neste domingo. O Governo Federal também reconheceu a situação de emergência em 36 municípios do Amazonas por causa dos incêndios florestais. A medida foi oficializada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no sábado (10), mesmo dia em que o governo estadual decretou estado de emergência.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o reconhecimento permite a atuação conjunta das forças de resposta e o repasse de recursos. Ele também disse que equipes da Força Nacional do SUS já atuam no estado para oferecer assistência médica e ajuda humanitária.

A comitiva federal inclui ainda o governador do Amazonas, Roberto Cidade; o presidente do Ibama, Jair Schmitt; o secretário Nacional de Defesa Civil, Wolnei Wolff; e o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.

Antes do sobrevoo, os representantes visitaram o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e participaram de uma reunião na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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