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Governo federal e Amazonas defendem ação conjunta contra queimadas

Após divergência sobre pedido de ajuda, ministro e governador afirmam que prioridade é integrar esforços contra incêndios florestais.

Governo federal e Amazonas defendem ação conjunta contra queimadas
Foto: Paulo Roberto/Rede Amazônica

O ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, defendeu a atuação conjunta dos governos federal e do Amazonas no combate às queimadas no estado. A declaração ocorreu neste sábado (10), após reunião entre representantes das duas administrações na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

O encontro teve como objetivo definir medidas emergenciais para enfrentar os incêndios florestais. Na sexta-feira (9), o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, havia afirmado que a corporação recebeu uma resposta negativa a um pedido de apoio federal. Horas depois, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática declarou que o governo estadual havia solicitado ajuda, mas desistido do pedido.

Questionado sobre a divergência, Capobianco afirmou que o foco deveria estar na cooperação entre as administrações. “Nosso objetivo aqui para resolver o problema com clareza. Nós estamos aqui para atuar de forma integrada, para resolver o problema”, disse o ministro.

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), agradeceu a presença da comitiva federal e também defendeu a união de esforços. “É momento de pensar no nosso povo que está sofrendo lá”, afirmou.

Reunião e reforço das operações

A comitiva federal chegou a Manaus no início da noite. Além de Capobianco, participaram da reunião os ministros Waldez Góes e João Paulo Capobianco, o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, representantes do Ministério da Saúde no Amazonas e integrantes da Força Nacional.

Pelo governo estadual, estiveram no encontro Roberto Cidade, o vice-governador Serafim Correa, secretários e gestores. Uma nova agenda foi marcada para domingo (11), com visita a uma central de monitoramento, sobrevoo das áreas mais afetadas e outra reunião à tarde para definir as ações imediatas.

Representantes do governo federal disseram que o contingente inicial de 290 brigadistas e onze aeronaves enviado ao Amazonas poderá ser ampliado, caso seja necessário.

Dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) estavam a caminho do estado, com chegada prevista para domingo (11). A expectativa era que começassem a operar na segunda-feira (12), com capacidade para descarregar aproximadamente 12 mil litros de água em áreas atingidas pelo fogo.

Reconhecimento de emergência e recursos

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu a situação de emergência decretada pelo Amazonas em 36 municípios. A medida permite que o estado solicite recursos federais para enfrentar os incêndios e atender as áreas afetadas.

De acordo com o MIDR, o governo federal disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas desde 2024, por meio do projeto ProAmazon. Os recursos têm como destino a compra de viaturas, equipamentos de segurança e a estruturação de bases de operação. Desse total, R$ 34,7 milhões já haviam sido recebidos, enquanto cerca de R$ 10 milhões continuavam disponíveis para uso.

O ministério também informou que o Amazonas recebeu R$ 372 milhões entre 2023 e este sábado (10) para medidas de socorro, assistência humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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