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Fumaça de queimadas na Indonésia afeta quatro países do Sudeste Asiático

Malásia, Singapura, Filipinas e Brunei registram piora na qualidade do ar após incêndios que também atingem outras áreas da região.

Fumaça de queimadas na Indonésia afeta quatro países do Sudeste Asiático
Foto: Xinhua

A fumaça dos incêndios florestais na Indonésia se espalhou pelo Sudeste Asiático e atingiu ao menos quatro países vizinhos: Malásia, Singapura, Filipinas e Brunei. A neblina permanece há semanas em diferentes áreas e está associada a problemas de saúde e restrições a atividades ao ar livre.

Na Malásia, escolas foram fechadas na sexta-feira (9) por causa da queda na qualidade do ar. A ministra da Educação, Fadhlina Sidek, determinou o fechamento de instituições em quatro estados e dois territórios federais. Também houve suspensão parcial das aulas em Pahang e em três distritos de Perak.

Em Kuala Lumpur, a qualidade do ar permaneceu em níveis insalubres durante a semana. A IQAir classificou a capital malaia entre as metrópoles mais poluídas do mundo na maioria dos dias. Em Singapura, os índices se aproximaram da faixa considerada muito insalubre na sexta-feira, conforme dados oficiais.

A Agência Nacional do Meio Ambiente de Singapura informou que acionaria um plano de emergência se a situação piorasse. Entre as medidas previstas estão a distribuição de máscaras apropriadas para proteger contra a fumaça e a instalação de máquinas de venda desses itens em terminais de transporte público e unidades de assistência social.

No sul das Filipinas, o Departamento de Meio Ambiente e Recursos Naturais recomendou evitar atividades ao ar livre e usar máscaras N95. A orientação também foi dada em Brunei, país que faz fronteira com a Indonésia na ilha de Bornéu. Na manhã de sábado, no horário local, a qualidade do ar em Brunei estava em níveis moderados.

Dados do Serviço de Monitoramento Atmosférico, ligado ao observatório climático Copernicus, apontam a presença de poluição por aerossóis em partes de Papua-Nova Guiné, Timor Leste e no extremo sul da Tailândia.

Incêndios e turfeiras

Na Indonésia, os incêndios provocaram dezenas de milhares de casos de doenças respiratórias. A poluição também reduziu as atividades ao ar livre e levou ao fechamento temporário de escolas em diferentes partes do país desde meados de agosto.

A queima de vegetação libera poluentes como monóxido de carbono, ozônio e partículas PM2,5. Quando inaladas, essas partículas podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, permanecendo no corpo por meses após a exposição.

As queimadas estão relacionadas ao desmatamento e à drenagem de turfeiras para a implantação de grandes plantações, incluindo áreas de dendezeiros e árvores destinadas à produção de celulose. Depois do desmate, as turfeiras podem continuar queimando no subsolo por semanas, o que dificulta o combate ao fogo.

Entre 8 de agosto e 20 de setembro, uma análise do Greenpeace contabilizou 2.951 focos de fumaça em áreas de turfeiras. A organização identificou 859 focos em 115 concessões de exploração florestal e 774 em 210 concessões de óleo de palma.

O projeto Nusantara Atlas estimou que quase 8.960 km² haviam sido queimados na Indonésia até o fim de agosto. O total pode estar subestimado, já que a falta de dados oficiais dificulta o acompanhamento.

A estação seca no país costuma ocorrer de abril a setembro. O período foi intensificado e prolongado pelo El Niño, enquanto temperaturas elevadas e ventos fortes ajudaram a espalhar as chamas e a fumaça. A temporada atual também remete aos incêndios de 2015, que liberaram diariamente mais CO₂ do que toda a economia dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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