GURUPI — Os irmãos João Vargas, de 20 anos, e Fellipe Vargas, de 30 anos, deixaram o Tocantins para viajar pelo mundo e conhecer 196 países. A jornada começou em abril de 2026 e já passou por 10 países. Atualmente, os dois estão no Camboja.
A dupla, de Gurupi, na região sul do Tocantins, pretende completar o percurso em mil dias e alcançar dois recordes mundiais: ser a primeira dupla de irmãos a visitar os 196 países junta e tornar João o homem mais jovem a concluir esse trajeto.
A ideia surgiu depois de João retornar de uma viagem internacional e convidar Fellipe para realizar o sonho de conhecer o mundo. Antes de partir, os irmãos pesquisaram e organizaram o itinerário, a logística e as finanças necessárias para a missão. Eles venderam tudo o que tinham para iniciar a viagem.
Planejamento e primeiros desafios
Para montar o roteiro, os tocantinenses usaram como referência a experiência de Robson Jesus, que visitou 193 países e entrou para o Guinness World Records. Ele também atua como mentor dos irmãos.
A primeira etapa do plano é a Ásia. Depois, a dupla pretende seguir para os outros continentes até completar a visita aos 196 países. Durante a viagem, os irmãos registram a rotina em um perfil no Instagram que já reúne mais de 100 mil seguidores.
“Tem sido uma experiência que muda muito nossa maneira de enxergar o mundo”, contou João. Segundo ele, os países visitados apresentam costumes, comidas, religiões e formas de viver diferentes, além de encontros que resultaram em amizades.
Um dos episódios lembrados pelos irmãos ocorreu na Índia. O tuk-tuk usado por eles, chamado Zetelo, apresentou várias falhas mecânicas durante um trajeto. A dupla precisou dormir em um acampamento improvisado no mato e adaptar os planos.
As redes sociais também fazem parte da organização da viagem. João afirma que os irmãos reservam tempo para editar vídeos, publicar conteúdo e conversar com os seguidores. Quando ficam sem internet, gravam os materiais e fazem as postagens posteriormente, após encontrar uma conexão melhor. Eles também compram chip físico para manter o acesso a dados móveis.



