São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Brasil

Mano Ayron deixa emprego formal para viver das batalhas de rima

MC de Sorocaba acumula cerca de 370 títulos e usa a fé e as redes sociais como parte da trajetória artística.

Mano Ayron deixa emprego formal para viver das batalhas de rima
Foto: Arquivo Pessoal

Ayron de Conti Gonçalves, conhecido como Mano Ayron, deixou o emprego com carteira assinada no setor de produção de alimentos para se dedicar exclusivamente ao freestyle, o improviso das batalhas de rima. Aos 22 anos, o artista de Sorocaba decidiu transformar os versos em profissão, sem se apoiar em garantias financeiras para fazer a transição.

A rima entrou na vida do MC quando ele tinha oito anos. Aos 15, começou a frequentar duelos em praças da cidade. Desde então, acumulou cerca de 370 títulos em batalhas, entre eles o Regional de 2023, o aniversário da Batalha do Ana Rosa e etapas das Batalhas da Aldeia e do Coliseu.

A decisão de sair do mercado formal foi guiada pela fé, segundo Ayron. A instabilidade financeira foi um dos principais desafios no começo da nova rotina. “A ideia de deixar o emprego CLT para focar na rima veio única e exclusivamente da fé”, afirmou.

Fé e presença nas redes

A espiritualidade ocupa espaço central na identidade artística do MC, que não associa a fé a uma religião específica. Para ele, a religiosidade serve como base para sua caminhada e convive com a cultura do hip-hop.

No Instagram, Ayron já ultrapassa 60 mil seguidores. Com a visibilidade ampliada pelo trabalho de seu produtor, aborda temas como saúde mental, saúde física e saúde espiritual, além de destacar a importância da arte em sua vida.

As batalhas também levaram o artista para além das rodas realizadas no bairro Éden. O formato coloca dois MCs frente a frente em rounds de improviso, nos quais eles precisam rimar no compasso da batida e responder aos argumentos do adversário em tempo real.

Nas rodas, não há divisão por idade, gênero, peso ou outras características físicas. O critério da disputa é o desempenho dos participantes nas rimas. Criadas no contexto do hip-hop na década de 1970, as batalhas se expandiram com transmissões ao vivo, vídeos e cortes compartilhados nas redes sociais.

Para Mano Ayron, a rotina combina treinos, apresentações e contato com o público. A relação com quem acompanha seu trabalho, diz ele, envolve administrar conversas sobre a carreira e outros assuntos, com o objetivo de criar conexões genuínas e reais.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.