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João Pedro Sastre abandona rótulo de direita e declara apoio a Lula

Após receber 294 votos para deputado federal, o influenciador passou a criticar a rejeição a pessoas LGBT em setores da direita.

João Pedro Sastre abandona rótulo de direita e declara apoio a Lula

João Pedro Sastre, de 24 anos, deixou de se apresentar como “gay de direita” e passou a apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A mudança ocorreu depois de ele receber 294 votos na disputa por uma vaga de deputado federal e relatar rejeição de setores bolsonaristas a pessoas LGBT.

Flávio Bolsonaro deixou de seguir Sastre no Instagram. Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro também interromperam o acompanhamento da conta. Em uma publicação, Sastre escreveu: “Adeus, bolsonarismo. Flávio perdeu um soldado.”

O candidato derrotado publicou ainda uma ilustração ao lado de Lula e afirmou que passou a rever sua posição política após sentir desprezo de parte da direita. Antes, havia divulgado uma foto beijando Flávio Bolsonaro na bochecha e elogiado o então candidato por supostamente apoiar a liberdade de todos.

Trajetória política

Sastre concorreu pelo PT a vereador em Promissão (SP), em 2020, quando tinha 18 anos. Recebeu 234 votos e ficou como suplente, posição ocupada por quem pode substituir o titular em caso de licença.

Depois daquela eleição, disse ter sido influenciado por amigos e parentes a apoiar Jair Bolsonaro (PL), então presidente. Durante a pandemia, defendia vacinas, mas também apoiava o chamado “kit Covid”, com medicamentos como cloroquina e ivermectina. O conjunto era defendido por bolsonaristas como tratamento contra o vírus, apesar de evidências científicas contrárias.

Sastre afirmou que se tornou conhecido nas redes sociais pouco mais de um ano antes da eleição, depois que integrantes da família Bolsonaro começaram a segui-lo. Ele disse ter tentado aproximar o público LGBT da campanha de Flávio Bolsonaro.

A votação, porém, o levou a questionar se havia espaço para pessoas como ele na direita. Ele citou Erika Hilton (PSOL-SP) como exemplo de representante LGBT eleita no campo da esquerda e observou que a maioria dos candidatos LGBT eleitos estaria nesse espectro político.

Outros nomes LGBTQIA+ que se apresentaram à direita também não foram eleitos, como Sophia Barclay (PL-SP). Yoyo Panda (PL-RS) obteve uma vaga de suplente de deputada estadual no Rio Grande do Sul.

Mudança de posições

Sastre disse que sempre foi contrário à liberação do aborto e das drogas, inclusive quando ainda se identificava com a esquerda. Agora, afirma estar disposto a estudar novamente a questão do aborto e a avaliar se cabe à mulher decidir sobre uma gestação indesejada.

Estudante de direito, ele trancou a faculdade para se dedicar à eleição. Também se declara espírita, sem “dominação religiosa”.

A mudança política foi acompanhada por uma alteração em sua presença digital: ele retirou do Instagram a expressão “gay de direita” e passou a usar apenas o nome João Pedro Sastre.

Após declarar apoio a Lula, Sastre afirmou ter conquistado mais seguidores. Disse que, em 23 dias, ultrapassou os 230 mil seguidores, número superior ao que havia alcançado em um ano.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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