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Política

Filipe Barros é eleito senador pelo Paraná aos 35 anos

Defensor do voto impresso, deputado do PL será o senador mais jovem do país desde o início do século 20, segundo os registros disponíveis.

Filipe Barros é eleito senador pelo Paraná aos 35 anos

Filipe Barros (PL-PR), de 35 anos, foi eleito senador pelo Paraná no domingo (4) e será o parlamentar mais jovem a ocupar o cargo no país desde o início do século 20, período com registros detalhados. Ele recebeu 3,1 milhões de votos e tomará posse em fevereiro de 2027, com 35 anos e dez meses.

A idade supera a de Irajá Abreu (PSD-TO), que assumiu o mandato aos 35 anos e 11 meses, em 2019. Barros também ficará à frente de nomes da Velha República, como Nilo Peçanha, que chegou ao Senado aos 36 anos e depois foi presidente aos 41.

A Constituição de 1998 estabelece 35 anos como idade mínima para o cargo. Barros se tornou conhecido por defender a discussão sobre o voto impresso. Na Câmara dos Deputados, foi relator da PEC sobre o tema, derrotada pelos parlamentares.

Trajetória política

O senador eleito integrou o MBL (Movimento Brasil Livre) e ganhou projeção em Londrina durante o fim do mandato de Dilma Rousseff (PT). Na época, liderou o movimento “Quarta Reaça” e participou de debates contrários ao impeachment da ex-presidente na UEL (Universidade Estadual de Londrina), onde se formou em direito.

Barros foi vereador em Londrina em 2016 e deputado federal em 2018. Em 2022, a Polícia Federal apontou que ele teria sido responsável por vazar a Jair Bolsonaro (PL) um inquérito sobre a investigação de um ataque ao sistema do TSE. Barros não foi indiciado.

No mesmo ano, participou de uma reunião comandada por Bolsonaro na qual foram repetidas, sem provas, alegações de fraude nas urnas eletrônicas. O deputado também mantém proximidade com os filhos do ex-presidente e é considerado, por políticos alinhados ao bolsonarismo, um dos nomes com melhor leitura da comunicação nas redes sociais.

Na eleição paranaense, Deltan Dallagnol (Novo), companheiro de coligação, também foi eleito para o Senado. A candidatura ainda será julgada pelo TSE. Sérgio Moro (PL) venceu a disputa para governador no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos. Com a saída de Moro do Senado, a vaga será ocupada pelo advogado Luis Felipe Cunha (PL).

Em declaração a jornalistas no domingo (4), Barros afirmou que o Paraná passaria a ter três senadores alinhados a Moro e disse esperar que Flávio Bolsonaro se torne presidente da República. Ele também defende o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em 2024, Barros apresentou projeto para elevar de R$ 250.000 para R$ 1 milhão o limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A proposta foi retirada após questionamentos. Depois, ele pautou requerimentos na Comissão de Relações Exteriores para discutir o mercado financeiro com representantes da CVM (Comissão de Valores Monetários) e do Banco Central.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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