Roberto Requião (PDT) e Beto Richa (PSDB), ex-governadores do Paraná, não conseguiram se eleger deputados federais na eleição deste domingo (4). Requião recebeu 79.921 votos, enquanto Richa teve 58.946.
Aos 85 anos, Requião afirmou que o resultado não o afasta da política. Ele já ocupou os cargos de prefeito de Curitiba, deputado estadual, governador do Paraná por três vezes e senador por duas.
O ex-governador também declarou apoio à reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno. Ao comentar a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) chegar à Presidência, afirmou que isso representaria uma “ruptura do processo civilizatório do país”.
“Eu pessoalmente fiz mais de 79 mil votos no Paraná. Mas falta de votação de legenda do PDT me deixa fora do Congresso Nacional”, disse Requião em vídeo publicado na rede social X. Ele também criticou uma possível eleição de Bolsonaro e mencionou a venda de estatais e a submissão aos Estados Unidos.
Histórico recente
A derrota foi a quarta de Requião desde 2018. Naquele ano, ele não conseguiu se reeleger senador. Em 2022, filiado ao PT, perdeu a disputa pelo governo do Paraná. Em 2024, pelo Mobiliza, terminou em sétimo lugar na eleição para a Prefeitura de Curitiba.
O filho do ex-governador, o deputado estadual Requião Filho (PDT), também não venceu. Ele ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo do Paraná, conquistada no primeiro turno pelo senador Sergio Moro (PL).
Beto Richa, que também foi deputado estadual, prefeito de Curitiba e governador do Paraná, não renovou o mandato na Câmara Federal. Aos 61 anos, governou o estado por dois mandatos, entre 2010 e 2018. Em 2022, havia sido eleito deputado federal com 64.868 votos.
Em uma rede social, Richa agradeceu aos eleitores: “Obrigado, de coração, a cada paranaense que confiou em mim, acreditou no meu trabalho e entendeu minha luta pelo Paraná.” O segundo mandato no governo estadual foi marcado por escândalos de corrupção e prisões, que afetaram sua candidatura ao Senado em 2018.



