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Três eleitos foram questionados por suspeitas de ligação com crime organizado

Ney Santos, Antonio Rueda e Márcio Canella tiveram candidaturas autorizadas pela Justiça Eleitoral e foram eleitos em São Paulo e no Rio.

Três eleitos foram questionados por suspeitas de ligação com crime organizado

Três candidatos questionados pela Procuradoria-Geral Eleitoral ou pela Justiça Eleitoral por suspeitas de ligação com o crime organizado foram eleitos: dois para a Câmara dos Deputados e um para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Eles faziam parte de um grupo de 30 postulantes analisados pelas autoridades eleitorais.

Em São Paulo, Ney Santos (Republicanos), ex-prefeito de Embu das Artes, foi eleito deputado federal com 118,5 mil votos. Ele foi investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em postos de combustíveis.

Ney Santos teve a prisão decretada e ficou foragido em 2016. A defesa afirmou que as acusações foram investigadas e que o Judiciário reconheceu sua inocência por falta de provas. O ex-prefeito disse que as suspeitas eram factoides requentados e que as investigações, iniciadas em 2010, foram arquivadas por determinação judicial.

No Rio de Janeiro, Antonio Rueda (União Brasil-RJ) conquistou uma vaga na Câmara com 155,8 mil votos. Ele fez campanha conjunta com Márcio Canella (União Brasil-RJ), eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com 197,1 mil votos.

Canella teve o apoio de dois milicianos condenados que haviam sido nomeados secretários municipais de Belford Roxo durante sua gestão como prefeito. A defesa afirmou que os funcionários foram exonerados depois de decisão definitiva e que Canella combateu facções enquanto esteve no cargo. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro afastou as acusações contra Rueda por unanimidade em 22 de setembro, segundo a assessoria do deputado eleito.

Canella também foi preso em flagrante em julho, depois que a Polícia Federal encontrou um fuzil em seu carro. Ele foi solto dias depois por decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e pediu explicações sobre a arma. A defesa disse que o fuzil pertencia a um policial da escolta do ex-prefeito.

O deputado estadual eleito chamou de “loucura” as acusações de ligação com milicianos e disse que aprovou uma indicação legislativa para criar delegacias de combate às milícias. A defesa de Rueda afirmou que ele não poderia conhecer todos os aliados dos candidatos com quem fez campanha conjunta.

Candidatos que ficaram como suplentes

Outros dois nomes da lista tiveram candidaturas autorizadas, mas não foram eleitos. Junior da Lucinha (PSD-RJ) recebeu 25,8 mil votos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, enquanto Jerson Domingos (União Brasil-MS) teve 16,8 mil votos. Domingos foi denunciado em ação penal contra uma quadrilha do jogo do bicho.

Os demais 25 políticos do grupo somaram mais de 1 milhão de votos. Pastor Everaldo (Podemos-RJ) não recebeu votos porque não concorreu diretamente, mas como suplente do irmão, Marcos Dias (Podemos). A chapa foi inicialmente indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e depois teve o registro deferido com a substituição por Rafael JJ (Podemos).

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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