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Política

Lula mira jovens e mobilização da militância em ato na avenida Paulista

Em desvantagem no primeiro turno, petista pediu participação política dos jovens e criticou decisão que derrubou canal de apoiadores.

Lula mira jovens e mobilização da militância em ato na avenida Paulista
Foto: Bruno Santos/Folhapress

Lula (PT) reuniu milhares de apoiadores na avenida Paulista neste domingo (11), em um ato voltado à mobilização de jovens e da militância para o segundo turno da eleição presidencial. A manifestação, chamada de Marcha pela Democracia, foi convocada por estudantes, comunidades de fãs, movimentos sociais e partidos de esquerda.

A campanha petista tenta reduzir a abstenção e convencer eleitores a mudar de voto. O esforço ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente e aparecer com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula no primeiro levantamento do Datafolha sobre a segunda etapa da disputa.

Durante o discurso, Lula reconheceu uma distância em relação ao público jovem e defendeu maior participação desse grupo na política. “A juventude tem que ser ouvida. Não basta fazer as coisas de cima para baixo”, afirmou.

A avenida foi ocupada quase por completo em um trecho de 2,8 km, entre o Paraíso e a rua da Consolação. Não havia estimativa oficial de público. O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil disseram que não calcularam o número porque a campanha não autorizou o sobrevoo com drone. A Polícia Militar não informou se fez uma contagem.

No evento, Lula apresentou os governadores eleitos e reeleitos Rafael Fontenelle, do Piauí, Elmano de Freitas, do Ceará, e Jerônimo Freitas, da Bahia. Também afirmou que muitos eleitores da Paulista são descendentes de nordestinos.

A mobilização ocorreu paralelamente à atuação digital do deputado federal André Janones (Rede-MG), que criou no WhatsApp o canal Exército do Lula. O grupo reuniu mais de 3 milhões de membros. Neste domingo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a derrubada do canal, a pedido da campanha de Flávio, sob a justificativa de disseminação de desinformação.

Lula criticou a decisão e disse desconfiar da atuação da Justiça Eleitoral. “Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral”, declarou. Janones também contestou a ordem e convocou os apoiadores para um novo canal no Instagram. Em vídeo, afirmou que 3,3 milhões de pessoas continuariam mobilizadas.

Na última quarta, Lula havia dito a aliados que sua campanha no primeiro turno foi a menos organizada entre suas disputas presidenciais desde 1989. A declaração foi feita ao lado do coordenador da campanha, Edinho Silva, criticado por petistas pela condução do esforço de reeleição.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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